Quando se evoca a imagem do monumento mais procurado no planeta, a mente da maioria das pessoas divaga para ícones como a Torre Eiffel, a Estátua da Liberdade ou a majestosa Grande Muralha da China. Contudo, é um erro pensar que algum destes marcos históricos detém o título de local mais visitado anualmente. Longe dos holofotes ocidentais, a verdadeira joia da coroa turística global reside na China, guardando séculos de uma riquíssima história imperial. A Cidade Proibida, localizada na vibrante capital de Pequim, surpreende anualmente cerca de 19 milhões de visitantes, um número que a catapulta para o topo do ranking mundial. Este colossal complexo não é apenas um feito arquitetónico, mas um guardião da memória, dos valores e da intrincada história das dinastias que a ergueram. A sua arquitetura imponente e o seu profundo simbolismo continuam a maravilhar quem por ela passa, revelando o esplendor de um passado glorioso.
A Cidade Proibida: Coração do império chinês
Um complexo milenar em Pequim
É no segundo país mais populoso do mundo, situado no vasto continente asiático, que se ergue o monumento que atrai o maior número de visitantes a nível global: a Cidade Proibida. Localizada no coração de Pequim, a capital chinesa, este gigantesco complexo recebe anualmente uma média impressionante de 19 milhões de pessoas, superando largamente qualquer outro ponto turístico do planeta. Esta arquitetura colossal, repleta de história e simbolismo, impressiona todos os que por ela passam, revelando uma dimensão e beleza ímpares.
Com uma existência que remonta a mais de 600 anos, a Cidade Proibida é um testemunho vivo do poder e da grandiosidade da China imperial. O complexo alberga cerca de 980 edifícios, concebidos e construídos sob os rigorosos princípios da simetria e da harmonia, profundamente enraizados nas filosofias do Feng Shui e no simbolismo imperial. Os seus característicos telhados dourados, que brilham sob o sol de Pequim, são um lembrete constante da opulência e da majestade da época imperial.
Reconhecido como Património Mundial da UNESCO em 1987, este local foi a sede do poder absoluto na China durante cinco séculos cruciais, estendendo-se de 1416 a 1911. A Cidade Proibida é um verdadeiro tesouro, contendo palácios grandiosos, jardins paisagísticos meticulosamente desenhados e aproximadamente 10.000 quartos que albergam mobiliário original, relíquias preciosas e obras de arte inestimáveis. Cada peça e cada recanto refletem o esplendor e a sofisticação das dinastias Ming (1368-1644) e Qing (1644-1911), que aqui reinaram e moldaram o destino da nação.
O nome e a arquitetura: Proibição e esplendor
O nome “Cidade Proibida” não é meramente um capricho, mas um reflexo literal das regras que outrora governavam este santuário do poder. Durante 500 anos, serviu como residência exclusiva dos imperadores chineses e o centro nevrálgico do império, sendo o acesso estritamente limitado à família imperial, eunucos e servos expressamente autorizados. A transgressão destas regras implicava a mais severa das punições: a pena de morte. Esta proibição sublinhava a sacralidade e a inviolabilidade do espaço imperial, reforçando a aura de mistério e autoridade que envolvia os seus monarcas.
A arquitetura imponente da Cidade Proibida estende-se por uma vasta área de mais de 720.000 metros quadrados. Os seus cerca de 980 edifícios são um exemplo sublime da arquitetura tradicional chinesa, onde cada detalhe segue escrupulosamente os princípios do Feng Shui e um elaborado simbolismo imperial. A presença abundante de telhados dourados, que representam a prosperidade e a divindade imperial, e as inúmeras figuras de dragões, símbolos de poder, força e boa fortuna, adornam o complexo, criando uma atmosfera de grandiosidade e reverência.
Após a queda do regime imperialista em 1911, este monumento histórico sofreu uma transformação significativa. Em 1925, foi convertido no Museu do Palácio Imperial, abrindo finalmente as suas portas ao público. Esta decisão marcou o fim de séculos de isolamento e o início de uma nova era, em que o vasto património cultural e histórico da Cidade Proibida se tornou acessível a milhões de pessoas, perpetuando a sua lenda e a sua beleza intemporal.
Outros marcos colossais que atraem milhões
Além da Cidade Proibida, existem outros monumentos colossais que continuam a ser destinos de eleição para milhões de viajantes em todo o mundo. Estes locais não só concentram multidões, como também servem como poderosos elos de ligação entre o passado e o presente, funcionando como memórias vivas daquilo que foi e continua a ser de fundamental importância para a Humanidade.
As Pirâmides de Gizé, emergindo majestosamente do deserto egípcio, são um dos locais históricos mais concorridos do mundo. A sua imponência e o mistério que as envolvem atraem mais de 14 milhões de visitantes anualmente, ávidos por testemunhar uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.
A Grande Muralha da China, uma serpente de pedra que se estende por milhares de quilómetros, é outro colosso da arquitetura que fascina. Este monumento milenar recebe cerca de 11 milhões de visitantes todos os anos, seduzidos pela sua extensão monumental, pela sua proeza de engenharia e pela sua rica história de defesa e união de impérios.
No coração do Vaticano, em Roma, a Basílica de São Pedro destaca-se como um dos centros espirituais mais importantes da cristandade. Edificada sobre o túmulo do apóstolo Pedro, esta obra-prima da arquitetura renascentista e barroca é visitada por cerca de 11 milhões de pessoas anualmente, que procuram não só a sua beleza artística, mas também a sua profunda carga religiosa e histórica.
Por fim, o Palácio de Versalhes, na França, é um símbolo indelével do luxo e do poder da monarquia francesa. Este opulento palácio e os seus sumptuosos jardins atraem anualmente cerca de 8 milhões de visitantes. Deslumbrados pela beleza e pela extravagância do monumento, os turistas percorrem os seus salões dourados, galerias repletas de arte e extensos jardins, que respiram arte e história em cada pormenor.
O legado intemporal da história
A Cidade Proibida não é apenas um monumento; é um portal para o passado glorioso da China, um testemunho da grandiosidade imperial e da perícia arquitetónica. A sua capacidade de atrair anualmente milhões de visitantes, superando ícones mundiais, sublinha o fascínio duradouro que a história e a cultura chinesas exercem. Ao preservar a memória de imperadores e dinastias, este complexo não só educa, mas também inspira, lembrando-nos da importância de salvaguardar o nosso património. A Cidade Proibida continua a ser um farol de conhecimento, um ponto de encontro entre épocas, onde a beleza e o poder do passado se manifestam vividamente no presente, mantendo-se o monumento mais visitado do mundo.
Perguntas frequentes
Qual é o monumento mais visitado do mundo?
O monumento mais visitado do mundo é a Cidade Proibida, localizada em Pequim, China, que recebe anualmente cerca de 19 milhões de visitantes.
Porque é que a Cidade Proibida tem esse nome?
O nome “Proibida” deriva do facto de que, durante os séculos em que foi a residência dos imperadores chineses, o acesso ao complexo era estritamente restrito à família imperial, eunucos e servos autorizados. A entrada de pessoas não autorizadas era punida com a morte.
Quando é que a Cidade Proibida se tornou acessível ao público?
A Cidade Proibida abriu as suas portas ao público em 1925, quando foi transformada no Museu do Palácio Imperial, após a queda do regime imperialista em 1911.
Quantos edifícios existem na Cidade Proibida e qual a sua área?
A Cidade Proibida abrange uma área de mais de 720.000 metros quadrados e possui cerca de 980 edifícios, todos construídos de acordo com os princípios do Feng Shui e do simbolismo imperial.
Que dinastias chinesas residiram na Cidade Proibida?
A Cidade Proibida serviu como residência e centro de poder para as dinastias Ming (1368-1644) e Qing (1644-1911), abrangendo um período de cerca de cinco séculos.
Planeie a sua próxima viagem histórica e mergulhe nos segredos da Cidade Proibida e de outros monumentos icónicos que moldaram a história da humanidade. Partilhe este artigo e inspire-se a explorar o vasto património cultural do nosso planeta!
Fonte: https://www.tempo.pt