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A HP apaga O nome Omen e aposta tudo na HyperX gaming

Por Portugal 24 Horas

Numa reviravolta estratégica que apanhou o mercado de surpresa, a HP anunciou na CES 2026 uma reestruturação profunda da sua divisão de gaming, optando por consolidar a sua oferta sob a marca HyperX. Esta decisão implica o desaparecimento gradual do nome Omen, outrora sinónimo de computadores de gaming da HP, que será substituído pela designação HyperX Omen. A mudança abrange toda a linha de produtos, desde computadores portáteis e desktops a monitores, levantando várias questões sobre a lógica por trás de uma estratégia que parece subestimar o peso e a história da marca HP Omen no setor. A HyperX, conhecida pelos seus periféricos, assume agora um papel central na ambição da HP no competitivo universo do gaming, marcando um novo capítulo.

A reviravolta estratégica da HP na CES 2026

A feira de tecnologia CES 2026 foi o palco de um anúncio que fez levantar mais do que uma sobrancelha no setor. A HP, um dos gigantes tecnológicos mundiais, revelou uma mudança drástica na sua estratégia para o mercado de gaming. De forma simples, a empresa decidiu apagar o próprio nome da linha Omen – uma marca estabelecida e reconhecida – e realocar todos os produtos sob a égide da HyperX. O que antes era conhecido como HP Omen passará a ser HyperX Omen, englobando computadores portáteis, desktops e monitores.

Da Omen à HyperX: o fim de uma era?

Esta decisão é vista por muitos como intrigante, para dizer o mínimo. A HP possui um nome com um peso considerável no mercado global, sinónimo de fiabilidade e inovação em diversas categorias de produtos. A marca Omen, em particular, tinha vindo a solidificar a sua reputação no segmento de gaming ao longo de vários anos, construindo uma identidade própria associada a máquinas de alta performance. Por outro lado, a HyperX, apesar de muito respeitada, é conhecida principalmente pelos entusiastas e jogadores pela sua excelência em periféricos – teclados, ratos, auscultadores, microfones e, no passado, módulos de RAM. Nunca foi, até agora, uma marca de computadores completos.

Este cenário de transição levanta a questão fundamental: porque arriscar apagar o reconhecimento de uma marca consolidada como Omen em favor de uma que, embora forte no seu nicho, não tem o mesmo histórico no que toca a sistemas de gaming completos? No competitivo ambiente do gaming portátil, onde gigantes como a Intel e a AMD estão em constante “choque” de inovações, a clareza e o peso da marca são cruciais. A Omen sempre foi percebida como “computador”, enquanto a HyperX sempre foi “acessório”. Forçar esta fusão de identidades pode trazer desafios significativos na perceção do consumidor.

O legado e o simbolismo das marcas Omen e HyperX

Para compreender a magnitude desta decisão da HP, é essencial mergulhar na história e no simbolismo que cada uma destas marcas representa para o público e para a própria empresa. Ambas construíram reputações distintas, e a fusão forçada pode ter ramificações imprevisíveis.

Omen: um ADN de inovação e gaming

A marca Omen tem uma história rica no mundo dos PCs de gaming. As suas raízes remontam ao ADN da VoodooPC, uma empresa notável pelas suas máquinas diferenciadas, ousadas e explicitamente focadas em entusiastas. Esta herança conferiu à Omen um caráter de inovação e performance desde o seu início. Ao longo dos anos, a Omen consolidou a sua posição como a marca de gaming da HP, tornando-se sinónimo de desktops e portáteis de alta gama para jogadores exigentes. O seu logótipo e identidade visual eram reconhecíveis, transmitindo uma imagem de poder e dedicação ao gaming. A marca detinha um peso simbólico considerável, associado diretamente à experiência de jogo em computadores.

HyperX: o reinado dos periféricos e a nova ambição

A HyperX, por outro lado, trilhou um caminho diferente e igualmente bem-sucedido. Esta marca estabeleceu-se como líder indiscutível no segmento de periféricos gaming. Os seus teclados mecânicos, ratos de precisão, auscultadores com som imersivo e microfones de estúdio são amplamente elogiados pela qualidade, durabilidade e desempenho. A HyperX não é apenas uma escolha popular entre os jogadores casuais, mas também entre profissionais de esports, que confiam nos seus produtos para as suas competições. No passado, a HyperX também foi uma força dominante no mercado de módulos de RAM de alta performance.

A sua identidade sempre esteve ligada à otimização da experiência de jogo através dos acessórios, complementando o computador, mas nunca o substituindo como o elemento central. O peso simbólico da HyperX reside na excelência dos componentes e acessórios, não na arquitetura de um sistema completo. A HP comprou a HyperX reconhecendo esta força nos periféricos, mas a transição para uma marca “mãe” para todos os produtos gaming representa uma ambição totalmente nova e, para muitos, inesperada.

A aquisição da HyperX e a estratégia de unificação

A decisão da HP de elevar a HyperX a este novo patamar não surge do nada, mas é uma evolução – ou uma mutação – da aquisição original da marca. A forma como a HP optou por integrar a HyperX no seu ecossistema é o ponto central de toda a discussão.

HP compra HyperX: expansão ou transformação total?

A HP adquiriu a HyperX da Kingston Technology em 2021, num movimento que, à altura, foi amplamente justificado e aplaudido. A lógica era clara: a HP ganhava uma marca extremamente forte no mundo dos periféricos de gaming, com uma reputação impecável e uma presença significativa nos esports. Esta aquisição permitiria à HP expandir o seu portfólio, oferecendo uma solução completa para jogadores, desde o computador (Omen) até aos acessórios (HyperX). Acreditava-se que as duas marcas poderiam coexistir e prosperar, complementando-se mutuamente no mercado.

No entanto, o que agora se desenha é um cenário diferente. Em vez de permitir que a Omen continuasse a crescer e a solidificar a sua posição como a marca de referência para computadores, portáteis e monitores de gaming, a HP optou por um caminho mais radical. A HyperX está a ser transformada numa espécie de “marca-mãe” para tudo o que é gaming dentro do ecossistema HP. Na prática, a HP parece depositar mais fé no reconhecimento e no potencial de crescimento da HyperX do que no legado e na identidade da Omen. Esta aposta total na HyperX como a bandeira unificada para gaming, apagando o nome Omen, é o que não faz sentido para muitos analistas e consumidores, questionando se a HP não estará a diluir, em vez de fortalecer, a sua presença no mercado.

Percepção de mercado e os riscos da diluição de marca

No fim do dia, esta é uma história sobre perceção. Embora o hardware dos computadores continue a ser concebido e fabricado pela HP, com a mesma engenharia e qualidade, a mudança de logótipo e de marca tem um impacto profundo na forma como o consumidor vê o produto.

Além do hardware: o poder da perceção no gaming

É inegável que os computadores sob a nova designação HyperX Omen continuarão a ser produtos HP no seu âmago. O hardware não muda magicamente apenas porque o logótipo na caixa é diferente. Contudo, no competitivo e emocional mundo do gaming, a perceção não é apenas importante; é fundamental. A Omen tinha uma personalidade própria e distinta, construída ao longo de anos de marketing e presença no mercado. A HyperX, por sua vez, também tinha a sua própria identidade, focada na excelência dos periféricos. Forçar uma a “engolir” a outra pode resultar na diluição de ambas as marcas, em vez de criar uma entidade mais forte. Os consumidores fiéis da Omen podem sentir uma perda de identidade, enquanto os fãs da HyperX podem estranhar a associação com produtos de computador completos, fora do seu universo habitual.

O futuro incerto das marcas gaming da HP

Talvez a HP possua informações ou uma visão estratégica de longo prazo que o público em geral desconhece. Talvez a intenção seja criar uma marca gaming mais coesa e unificada globalmente, capitalizando o apelo da HyperX para um público mais jovem e focado em esports. No entanto, do ponto de vista externo, a decisão de apagar todo o trabalho de construção de marca que foi feito com a Omen parece um erro potencialmente dispendioso. A HP investiu tempo e recursos significativos para estabelecer a Omen como uma força no gaming de PC. Substituir essa identidade por uma que tradicionalmente representa um segmento diferente do mercado introduz um elemento de risco considerável. O futuro dirá se esta aposta audaciosa da HP na HyperX se traduzirá num triunfo ou num desafio na sua posição no mercado gaming.

Perguntas frequentes sobre a estratégia de gaming da HP

Qual é a principal mudança na estratégia de marcas gaming da HP?
A HP está a descontinuar a marca Omen para os seus computadores e monitores de gaming, unificando toda a sua linha de produtos de gaming sob a marca HyperX, que passará a ser HyperX Omen.

Porque é que a HP decidiu substituir a marca Omen pela HyperX?
A HP não detalhou a sua justificação completa, mas a decisão parece visar a criação de uma marca gaming mais coesa e unificada. A HyperX tem forte reconhecimento no segmento de periféricos e esports, e a HP poderá estar a tentar capitalizar essa reputação e apelo.

Que riscos esta mudança acarreta para a HP no mercado gaming?
Os principais riscos incluem a diluição de ambas as marcas, a confusão do consumidor, a perda da identidade estabelecida da Omen e um possível desalinhamento com a perceção do público, que associa a HyperX a acessórios e não a computadores completos.

O hardware dos produtos gaming da HP vai mudar com esta transição?
Não, a mudança é primariamente de marca. O hardware subjacente e a engenharia dos computadores e monitores continuarão a ser desenvolvidos pela HP, mantendo a qualidade e o desempenho expectáveis da marca.

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Fonte: https://www.leak.pt

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