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Aeroportos portugueses registam subida de passageiros e carga até novembro

Por Portugal 24 Horas

Os aeroportos portugueses continuam a demonstrar uma notável capacidade de recuperação e crescimento, com os dados mais recentes a revelarem um dinamismo expressivo no setor da aviação. De janeiro a novembro, os terminais aéreos nacionais geriram um volume impressionante de 68,9 milhões de passageiros, assinalando um acréscimo de 4,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este aumento robusto reflete a forte procura por Portugal enquanto destino turístico e o restabelecimento da mobilidade pós-pandemia. Paralelamente, o tráfego de carga aérea também registou uma subida, ainda que mais moderada, de 0,3%, indicando um cenário de estabilização e adaptação nas cadeias de abastecimento. Estes números, cruciais para a análise económica e estratégica do país, sublinham a importância vital da infraestrutura aeroportuária para a conectividade e o desenvolvimento de Portugal.

Crescimento robusto no tráfego de passageiros

O setor da aviação em Portugal tem sido um dos pilares da recuperação económica, e os dados relativos ao tráfego de passageiros de janeiro a novembro confirmam esta tendência. Com 68,9 milhões de passageiros a utilizarem os aeroportos nacionais neste período, o país não só superou os níveis de 2022, mas também se aproxima consistentemente dos valores pré-pandemia. O crescimento de 4,7% face ao período homólogo é um testemunho da resiliência do setor do turismo e da confiança dos viajantes em Portugal.

O impacto do turismo e da recuperação pós-pandemia

A recuperação do turismo internacional e o aumento da capacidade das companhias aéreas foram fatores determinantes para este desempenho excecional. Portugal, com a sua oferta diversificada de sol e praia, cultura e gastronomia, continua a atrair milhões de visitantes, que escolhem o avião como principal meio de transporte. A expansão de rotas aéreas, a entrada de novas companhias e o reforço da frequência de voos por parte das transportadoras já estabelecidas contribuíram para tornar o país mais acessível e aumentar a competitividade dos seus aeroportos.

Os principais aeroportos, como Lisboa, Porto e Faro, continuam a ser os grandes motores deste crescimento, processando a vasta maioria dos passageiros. A sua capacidade de adaptação e a qualidade dos serviços prestados são fundamentais para gerir este fluxo crescente. Este aumento do tráfego de passageiros não impacta apenas o setor do turismo diretamente; os seus efeitos multiplicadores fazem-se sentir em diversos outros setores da economia, como a restauração, o alojamento, os transportes terrestres e o comércio, gerando emprego e riqueza para o país. A capacidade de Portugal em manter esta trajetória de crescimento dependerá da contínua aposta em infraestruturas e na inovação, garantindo que os aeroportos possam responder à procura futura de forma eficiente e sustentável.

A dinâmica do tráfego de carga aérea

Enquanto o tráfego de passageiros exibiu um crescimento notável, o setor da carga aérea nos aeroportos portugueses apresentou uma dinâmica mais contida. De janeiro a novembro, o aumento foi de apenas 0,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esta moderação reflete um cenário global e nacional mais complexo para o transporte de mercadorias por via aérea, onde diversos fatores económicos e logísticos desempenham um papel crucial.

Um crescimento mais contido e os seus desafios

O crescimento modesto do tráfego de carga aérea pode ser atribuído a uma conjugação de elementos. As incertezas económicas a nível global, com a inflação e as flutuações nas cadeias de abastecimento, podem ter levado a uma redução ou reorientação do volume de mercadorias transportadas por avião. Além disso, a crescente concorrência de outros modos de transporte, como o marítimo e o rodoviário, especialmente para mercadorias de menor valor unitário ou menos urgentes, pode ter influenciado esta taxa de crescimento. O setor da carga aérea é frequentemente mais sensível às variações económicas e geopolíticas, e a pequena margem de crescimento sugere que as empresas estão a ser cautelosas nos seus volumes de importação e exportação por esta via.

Apesar do crescimento mais lento, a carga aérea mantém a sua relevância estratégica para Portugal. É um canal vital para o transporte de bens de alto valor acrescentado, produtos perecíveis, medicamentos e componentes eletrónicos, onde a rapidez e a segurança são primordiais. A capacidade dos aeroportos portugueses de gerir este tipo de carga é essencial para a competitividade das empresas nacionais no mercado global. O futuro do tráfego de carga aérea em Portugal dependerá da recuperação económica global, da estabilização das cadeias de abastecimento e da capacidade dos aeroportos em oferecerem serviços eficientes e inovadores que respondam às necessidades específicas das indústrias que dependem deste modo de transporte.

Perspetivas futuras e o papel dos aeroportos nacionais

O desempenho dos aeroportos portugueses nos primeiros onze meses do ano sublinha a sua importância fulcral para a economia e a conectividade do país. No entanto, o setor enfrenta desafios e oportunidades que moldarão o seu futuro.

Desafios e oportunidades no setor da aviação

Um dos maiores desafios reside na capacidade das infraestruturas. Com o contínuo crescimento do tráfego de passageiros, a questão da expansão do Aeroporto de Lisboa, ou a construção de uma nova infraestrutura aeroportuária, torna-se cada vez mais premente. Soluções de longo prazo são cruciais para evitar a saturação e garantir que Portugal possa continuar a acolher o crescente número de viajantes e a operar como um “hub” importante.

A sustentabilidade ambiental é outro pilar fundamental. O setor da aviação está sob crescente pressão para reduzir a sua pegada de carbono. Investimentos em combustíveis de aviação sustentáveis (SAF), aeronaves mais eficientes e otimização de rotas são imperativos. Os aeroportos portugueses terão de adaptar-se e liderar na implementação de práticas mais verdes para um futuro mais sustentável.

Em termos de oportunidades, a digitalização e a inovação tecnológica prometem transformar a experiência de viagem e a eficiência operacional. Desde a biometria para agilizar o embarque até à inteligência artificial para otimizar a gestão de tráfego, as tecnologias podem melhorar significativamente a qualidade dos serviços. O papel do Instituto Nacional de Estatística (INE) na recolha e divulgação destes dados é vital, fornecendo a base para a formulação de políticas públicas e estratégias de investimento que assegurem um crescimento sustentável e uma maior competitividade dos aeroportos nacionais. Portugal, com a sua localização geoestratégica, tem o potencial de fortalecer a sua posição como porta de entrada e saída na Europa e no Atlântico, exigindo, contudo, um planeamento cuidadoso e investimentos contínuos.

Síntese do desempenho aeroportuário nacional

Os resultados apresentados para os aeroportos portugueses, abrangendo o período de janeiro a novembro, traçam um quadro claro de recuperação e crescimento acentuado no tráfego de passageiros, consolidando a posição de Portugal como um destino turístico de eleição. O aumento de 4,7%, para um total de 68,9 milhões de passageiros, é um indicador robusto da vitalidade do setor. Embora o tráfego de carga tenha registado um crescimento mais modesto de 0,3%, a sua importância estratégica para a economia nacional permanece inquestionável. Estes números refletem o impacto de uma recuperação pós-pandemia bem-sucedida, mas também apontam para a necessidade de um planeamento contínuo e investimentos em infraestruturas e sustentabilidade para enfrentar os desafios futuros e capitalizar as oportunidades que se avizinham no setor da aviação.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Qual foi o crescimento percentual do tráfego de passageiros nos aeroportos portugueses de janeiro a novembro?
Os aeroportos portugueses registaram um aumento de 4,7% no tráfego de passageiros, totalizando 68,9 milhões de passageiros no período de janeiro a novembro.

2. Como se compara o crescimento do tráfego de carga com o de passageiros no mesmo período?
O tráfego de carga aérea teve um crescimento mais contido de 0,3%, contrastando com o crescimento mais robusto de 4,7% verificado no tráfego de passageiros.

3. Que fatores principais impulsionaram o aumento do número de passageiros nos aeroportos nacionais?
Os principais fatores foram a forte recuperação do turismo internacional, a expansão de rotas e a maior frequência de voos por parte das companhias aéreas, refletindo a crescente procura por Portugal como destino.

4. Estes dados incluem todos os aeroportos em Portugal?
Sim, os dados referem-se ao tráfego total processado pelos aeroportos sob gestão da ANA – Aeroportos de Portugal, que abrange os principais aeroportos civis do país.

Mantenha-se informado sobre a evolução do setor da aviação em Portugal e descubra como estas tendências podem influenciar as suas próximas viagens ou negócios.

Fonte: https://www.theportugalnews.com

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