A Albânia inaugurou um novo capítulo na governação digital ao apresentar a primeira “ministra” gerada por inteligência artificial (IA) no mundo, designada Diella — e anunciou que ela se encontra “grávida” de 83 assistentes parlamentares virtuais.
Durante o evento de lançamento, o primeiro-ministro Edi Rama explicou que os 83 “filhos” de Diella correspondem a ferramentas de IA independentes, cada uma destinada a apoiar individualmente deputados no Parlamento. Estas ferramentas irão “registar tudo o que é dito numa sessão”, “sinalizar o que foi omitido” e “dar sugestões de resposta ao parlamentar”, segundo o discurso oficial.
O sistema pretende assumir um papel significativo na supervisão das contratações públicas e na transparência do processo democrático, ao mesmo tempo que levanta um debate ético e técnico: quem será responsável por estes assistentes virtuais? Como garantir-se-á a sua imparcialidade e fiabilidade em contexto legislativo?
Especialistas alertam para os riscos de concentração tecnológica e falta de responsabilização em plataformas de IA deste tipo. A oposição política já considerou a iniciativa como uma “manobra de propaganda” que poderá esconder reais lacunas institucionais.
A Albânia, de 2,8 milhões de habitantes, afirma com esta medida querer modernizar o Estado e desalentar a corrupção estrutural, ao mesmo tempo que assume uma ambição futura de aderir à União Europeia até 2030.
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