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Alojamento Local Inativo Aumenta Pressão Sobre o Mercado Habitacional

Por Portugal 24 Horas

O mercado de arrendamento em Portugal enfrenta novas críticas devido ao elevado número de alojamentos locais (AL) registados que se encontram inativos. Estima-se que, de um total de 125 mil propriedades licenciadas para fins turísticos, cerca de 40 mil não estejam a ser utilizadas. Esta situação levanta questões sobre a eficácia da regulamentação existente e o seu impacto no acesso à habitação para residentes.

A existência de um número tão significativo de ALs inativos agrava a já existente escassez de imóveis disponíveis para arrendamento de longa duração. Analistas do setor imobiliário apontam que estas propriedades, muitas vezes localizadas em zonas urbanas de alta procura, poderiam ser convertidas em habitação permanente, aliviando assim a pressão sobre os preços e aumentando a oferta para famílias e trabalhadores.

As razões para a inatividade destes alojamentos locais são diversas. Alguns proprietários podem ter optado por suspender a sua atividade devido à sazonalidade do turismo, a flutuações na procura ou a dificuldades na gestão das propriedades. Outros poderão estar a aguardar melhores condições de mercado ou a planear renovações antes de voltarem a disponibilizar os imóveis para arrendamento turístico.

No entanto, a dimensão do problema tem levado a apelos por parte de associações de moradores e grupos de defesa do direito à habitação, que exigem medidas para incentivar a conversão destes ALs inativos em habitação permanente. Sugerem-se incentivos fiscais, linhas de crédito bonificadas e simplificação dos processos burocráticos como possíveis soluções para desbloquear este potencial habitacional.

O debate sobre o futuro do alojamento local em Portugal está em curso, com o governo a ponderar novas medidas para regular o setor e garantir um equilíbrio entre o turismo e o direito à habitação. A questão dos ALs inativos surge como um ponto central desta discussão, exigindo uma análise aprofundada das causas e consequências, bem como a implementação de políticas que promovam o uso eficiente dos recursos imobiliários e o acesso à habitação para todos. A situação representa um desafio complexo, com implicações económicas e sociais que requerem uma abordagem ponderada e abrangente.

Fonte: www.theportugalnews.com

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