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Ataques de Ursos no Japão Atingem Níveis Alarmantes em 2023

Por Portugal 24 Horas

O Japão enfrenta um aumento preocupante no número de ataques de ursos, com os dados oficiais a revelarem um recorde histórico de 230 incidentes com feridos e 13 vítimas mortais entre abril e novembro de 2023. Este valor representa o pico mais alto desde que os registos começaram a ser compilados, em 2006, sinalizando uma escalada na interação entre ursos e humanos.

As autoridades expressam preocupação face à crescente frequência e gravidade destes ataques, que têm afetado diversas regiões do país. Embora a análise detalhada das causas esteja em curso, especula-se que a diminuição dos habitats naturais dos ursos, a escassez de alimentos selvagens e o envelhecimento da população rural possam estar a contribuir para este fenómeno.

As áreas rurais, onde a presença humana se sobrepõe mais frequentemente aos territórios dos ursos, são as mais afetadas. Agricultores, residentes locais e até mesmo turistas que se aventuram em zonas florestais têm sido vítimas destes ataques. As autoridades locais têm vindo a emitir alertas e a implementar medidas preventivas, como a instalação de vedantes eletrificados, a distribuição de repelentes de ursos e a realização de campanhas de sensibilização para a população.

A resposta a esta crise envolve a colaboração entre diversas entidades, incluindo o Ministério do Ambiente, as autoridades regionais e as comunidades locais. Estão a ser desenvolvidos planos de gestão da população de ursos, que incluem a monitorização dos seus movimentos, a captura e realocação de indivíduos problemáticos e, em casos extremos, o abate.

No entanto, a solução a longo prazo exige uma abordagem mais abrangente, que considere a preservação dos habitats naturais dos ursos, a gestão sustentável dos recursos florestais e a promoção de práticas seguras de coexistência entre humanos e animais selvagens. O governo japonês está a investir em investigação para compreender melhor o comportamento dos ursos e desenvolver estratégias eficazes para mitigar o risco de ataques. A segurança da população permanece a prioridade máxima, enquanto se procura um equilíbrio entre a conservação da vida selvagem e a proteção das comunidades.

Fonte: sapo.pt

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