Um esquema fraudulento, conhecido como “truque da nota”, tem vindo a enganar utilizadores de caixas automáticos, com idosos a serem particularmente vulneráveis. A burla consiste em deixar uma nota parcialmente visível na ranhura de saída do dinheiro, simulando um esquecimento ou uma retenção da máquina.
A estratégia dos criminosos reside na reação instintiva da vítima. Ao tentar puxar a nota, acreditando tratar-se de dinheiro esquecido, o utilizador torna-se um alvo fácil. É neste momento que um burlão se aproxima, oferecendo “ajuda” com intenções fraudulentas.
A distração criada pela situação é aproveitada pelos criminosos para observar dados confidenciais no ecrã do multibanco, manipular a transação em curso ou, inclusive, persuadir a vítima a entregar o cartão bancário sob o pretexto de verificar um problema inexistente.
As autoridades recomendam que, ao detetar uma nota presa ou qualquer comportamento invulgar no multibanco, a operação seja imediatamente cancelada. A rápida remoção do cartão e a recusa de auxílio de estranhos são cruciais para evitar o golpe.
Para minimizar o risco, é aconselhável escolher caixas automáticos localizados em áreas movimentadas ou dentro de agências bancárias. Ao digitar o código pessoal, o teclado deve ser coberto com a mão, impedindo a sua visualização por terceiros. É igualmente importante verificar se existem peças soltas ou desalinhadas no equipamento, sinais de possível manipulação.
Em caso de suspeita de fraude, o cartão deve ser bloqueado de imediato, o banco contactado e a situação reportada às autoridades competentes. Informar a instituição bancária permite a inspeção do equipamento e a prevenção de novas vítimas.
Embora o “truque da nota” seja apenas um dos muitos esquemas utilizados em caixas automáticos, outros golpes comuns incluem o “skimming” (cópia de dados do cartão), a utilização de mini-câmaras para captar códigos, o bloqueio da saída de dinheiro e as distrações presenciais com a colaboração de cúmplices.
Ainda que a prevalência destes esquemas seja maior noutros países, as autoridades portuguesas alertam para a necessidade de manter precauções semelhantes, especialmente entre utilizadores mais idosos ou menos familiarizados com operações bancárias digitais.
Em Portugal, a Polícia de Segurança Pública enfatiza que qualquer anomalia detetada num multibanco deve levar ao cancelamento imediato da operação e à rejeição de qualquer interação com desconhecidos. A prevenção, através da adoção de medidas simples como não puxar uma nota presa, continua a ser a principal forma de proteção contra estas fraudes. A Polícia Judiciária também tem alertado para estes crimes.
Fonte: postal.pt