Câmara de Castelo Branco Contraria Projeto de Central Solar

The Portugal News

A Câmara Municipal de Castelo Branco manifestou-se desfavoravelmente à instalação da central fotovoltaica Sophia, invocando preocupações com o impacto ambiental que o empreendimento poderá acarretar para o território. A decisão, tomada após avaliação detalhada, reflete uma postura cautelosa face a projetos de grande dimensão que possam comprometer a sustentabilidade da região.

A instalação de centrais solares tem sido tema de debate em diversas localidades, equilibrando a necessidade de produção de energia renovável com a preservação do meio ambiente e a salvaguarda dos interesses das populações locais. No caso específico da central fotovoltaica Sophia, a autarquia considerou que os potenciais danos ambientais superam os benefícios que o projeto poderia trazer.

Entre os aspetos avaliados, destaca-se o impacto visual da infraestrutura numa região de reconhecido valor paisagístico. A dimensão da central, com os seus painéis solares a estenderem-se por vastas áreas, poderia alterar significativamente a beleza natural da zona, afetando o turismo e a qualidade de vida dos habitantes.

Acresce a isto a potencial perturbação da fauna e da flora locais. A construção da central poderia levar à destruição de habitats naturais e ao deslocamento de espécies animais, com consequências negativas para a biodiversidade da região. A Câmara Municipal manifestou também preocupações com o consumo de água durante a fase de construção e operação da central, num contexto de crescente escassez hídrica.

Embora reconheça a importância da energia solar como fonte de energia limpa e renovável, a Câmara Municipal de Castelo Branco entende que a instalação de centrais solares deve ser cuidadosamente planeada e avaliada, tendo em conta as características específicas de cada território. É fundamental garantir que os projetos sejam ambientalmente sustentáveis e que não comprometam o património natural e cultural das regiões.

A autarquia defende que é possível conciliar a produção de energia renovável com a proteção do meio ambiente, desde que se adotem medidas adequadas para mitigar os impactos negativos. No caso da central fotovoltaica Sophia, a Câmara Municipal considera que essas medidas não foram suficientemente robustas para garantir a sustentabilidade do projeto. A decisão da autarquia de Castelo Branco deverá agora pesar no processo de licenciamento da central, podendo levar à sua reformulação ou mesmo ao seu abandono.

Fonte: www.theportugalnews.com

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