O Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) lançou a campanha 2025-2026 do projeto Floresta Comum, disponibilizando cerca de 110 mil plantas de mais de 30 espécies autóctones para ações de reflorestação em todo o país. Esta iniciativa visa apoiar entidades envolvidas no restauro da biodiversidade e na recuperação de ecossistemas danificados.
Entre as espécies disponíveis encontram-se sobreiros, azinheiras, pinheiros e azevinhos, consideradas plantas-chave para a reflorestação de paisagens naturais portuguesas. A utilização de espécies nativas contribui para a melhoria da qualidade do solo, o combate a pragas e doenças, a resistência aos incêndios rurais e a adaptação das florestas às alterações climáticas.
O projeto Floresta Comum é desenvolvido pelo ICNF em parceria com a Quercus, a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. As plantas são produzidas nos quatro viveiros do ICNF, localizados em Veiguinhas (Amarante), Malcata (Sabugal), Valverde (Alcácer do Sal) e Monte Gordo, utilizando sementes exclusivamente portuguesas.
A campanha é dirigida a entidades com responsabilidade na gestão de terrenos públicos ou comunitários, como câmaras municipais, juntas de freguesia, agrupamentos escolares e organizações ambientais. Os interessados podem candidatar-se para desenvolver projetos florestais, educativos ou de criação de parques florestais urbanos.
O projeto é parcialmente financiado pelo Green Cork, um programa de reciclagem de rolhas de cortiça, e conta com o apoio da REN – Redes Energéticas Nacionais. Desde 2011/2012, o Floresta Comum já disponibilizou um total de 1.544.331 árvores e arbustos, oferecendo também sementes, ferramentas e apoio técnico.
Na campanha de 2024/2025, foram entregues 114.098 plantas de mais de três dezenas de espécies diferentes. Os pedidos excederam largamente o número de plantas disponíveis, com quase 140 mil candidaturas. A maior parte das plantas foi destinada a projetos florestais de conservação da natureza e recuperação da biodiversidade (64%), enquanto 19% foram entregues a escolas para iniciativas de educação ambiental. As autarquias focaram-se principalmente na consolidação da sua rede de parques florestais urbanos.
Muitas das candidaturas incidiram sobre áreas ardidas e zonas classificadas, com o objetivo principal de reconverter florestas com plantas autóctones e erradicar espécies invasoras lenhosas. Os projetos receberam o acompanhamento do gabinete técnico do ICNF e o apoio das equipas de Sapadores Florestais, contando com a participação ativa da comunidade local e das escolas.
As entidades interessadas em participar no Floresta Comum devem submeter as suas candidaturas através da plataforma online.
Fonte: www.tempo.pt