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CAOS NA FIGUEIRA DA FOZ: Força da Depressão Kristin derruba Roda Gigante e fustiga a Região Centro

Por Portugal 24 Horas

A passagem da depressão Kristin durante a madrugada desta quarta-feira, 28 de janeiro, deixou um rasto de destruição sem precedentes na Figueira da Foz. O incidente mais emblemático ocorreu no Parque das Gaivotas, onde a Roda Gigante instalada na marginal não resistiu às rajadas de vento extremas e colapsou totalmente.

Destruição em série na Figueira da Foz

Para além da queda da estrutura de diversão, a cidade registou múltiplos incidentes graves:

  • Infraestruturas: Parte da cobertura da antiga Universidade Internacional ruiu, atingindo pelo menos sete viaturas. A esquadra da PSP local também sofreu danos severos em telhados e vidraças, ficando temporariamente sem comunicações e eletricidade.

  • Saúde: O Hospital Distrital da Figueira da Foz viu-se obrigado a condicionar o bloco operatório e gabinetes de consulta após o vento ter estilhaçado vidros em várias áreas do edifício.

  • Vias de Acesso: A Estrada Nacional 111 permanece cortada entre Maiorca e Montemor-o-Velho devido à queda maciça de árvores.

Balanço Nacional: 5 Vítimas Mortais e Ventos de 140 km/h

A depressão Kristin, classificada como uma ciclogénese explosiva, entrou em território nacional pelo distrito de Leiria, provocando o pânico com ventos que atingiram os 140 km/h.

Infelizmente, o balanço de vítimas subiu para cinco mortos: quatro na região de Leiria e um em Vila Franca de Xira. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou mais de 2.600 ocorrências em poucas horas, mobilizando milhares de operacionais de norte a sul.

Paralisia nos Transportes e Energia

O impacto estendeu-se às redes vitais do país:

  • Comboios: A circulação na Linha do Norte (Lisboa-Porto), bem como nas linhas do Oeste, Douro e Beira Alta, foi suspensa devido a obstáculos nas vias e falta de energia.

  • Eletricidade: Mais de 750 mil clientes ficaram sem luz durante o pico da tempestade, com a rede de distribuição a sofrer danos estruturais profundos.

Estado de Alerta

Embora o centro da depressão já se desloque para Espanha, o IPMA mantém o Aviso Vermelho para toda a costa portuguesa devido à agitação marítima, com ondas que podem atingir os 14 metros de altura. A recomendação das autoridades é clara: evite zonas costeiras e estruturas instáveis até que as condições de segurança sejam restabelecidas.

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