Portugal Continental prepara-se para enfrentar um período de significativa instabilidade meteorológica entre 9 e 13 de fevereiro. Uma vasta área de baixas pressões a oeste da Península Ibérica será o motor de um cenário de tempo adverso, caracterizado pela passagem sucessiva de frentes. Esta configuração atmosférica irá determinar a ocorrência de chuva frequente e por vezes intensa, a intensificação do vento e um agravamento considerável da agitação marítima, sobretudo ao longo da faixa costeira ocidental. A população é aconselhada a seguir os avisos e previsões, dada a natureza prolongada e potencialmente impactante desta circulação depressionária, que traz consigo condições propícias a acumulados de precipitação e fortes rajadas de vento.
Instabilidade inicia-se com frente ativa
A chegada da instabilidade meteorológica a Portugal Continental far-se-á sentir logo na segunda-feira, dia 9 de fevereiro, com a entrada de uma frente ativa que trará precipitação a grande parte do território. Este será o prelúdio de uma semana de condições atmosféricas exigentes, marcadas pela dinâmica da depressão atlântica.
Chuva persistente no norte e centro
Os primeiros períodos de precipitação, logo na segunda-feira, deverão ser mais contínuos e persistentes nas regiões do Norte e Centro do país, com especial incidência no litoral. As previsões apontam para acumulados significativos, que poderão variar entre 20 e 40 milímetros (mm) em apenas 24 horas, sendo expectáveis valores pontualmente superiores nas zonas de maior relevo. No interior e no Sul, a chuva surgirá de forma mais irregular e menos contínua, embora ainda com momentos de intensidade moderada, contribuindo para a saturação dos solos e para a manutenção de um ambiente húmido.
Terça-feira com precipitação localmente intensa
A terça-feira, dia 10 de fevereiro, deverá ser o dia de maior concentração dos fenómenos meteorológicos mais significativos da semana. A intensificação da circulação associada à depressão criará condições particularmente favoráveis à ocorrência de chuva localmente intensa, com acumulados que poderão ultrapassar os 50 mm em 24 horas. As regiões mais afetadas incluem o Minho, o Douro Litoral e as Beiras, bem como as áreas montanhosas, onde se destaca a Serra da Estrela. Durante alguns períodos, a precipitação poderá ocorrer em intervalos curtos e de grande intensidade, elevando o risco associado à acumulação rápida de água em zonas urbanas e à saturação acelerada dos solos, com potenciais implicações para a rede de drenagem e para o risco de inundações localizadas.
Vento e agitação marítima em destaque
A meio da semana, a instabilidade mantém-se, mas o foco dos fenómenos meteorológicos começa a deslocar-se, com o vento e a agitação marítima a ganharem maior protagonismo, adicionando uma nova camada de preocupação ao quadro geral de tempo adverso.
Rajadas fortes no litoral e terras altas
Na quarta-feira, dia 11 de fevereiro, a precipitação deverá persistir, embora mais sob a forma de aguaceiros frequentes e menos organizada. Contudo, será o vento que se destacará, com uma intensificação notável da circulação de oeste. Espera-se vento moderado a forte no litoral e nas terras altas, onde as rajadas poderão atingir velocidades entre 70 e 90 quilómetros por hora (km/h). Estas condições de vento forte poderão afetar o trânsito rodoviário, especialmente em zonas expostas, e exigir cautela acrescida nas atividades ao ar livre, dada a possibilidade de queda de árvores ou de outros objetos soltos.
Agravamento significativo da ondulação costeira
As condições de vento forte terão um impacto direto no estado do mar, resultando num agravamento significativo da agitação marítima. A ondulação na costa ocidental tornar-se-á bastante significativa, com a previsão de ondas que poderão atingir alturas entre 4 e 6 metros, particularmente a norte do Cabo Carvoeiro. Esta situação irá condicionar severamente a navegação, exigindo especial atenção por parte das embarcações, e afetará igualmente as atividades costeiras, incluindo a pesca e os desportos náuticos, que deverão ser suspensos ou adaptados às condições adversas. Os banhistas e curiosos são aconselhados a manterem-se afastados da linha de costa, dada a força e o perigo das ondas.
Persistência da instabilidade e recomendações
A semana encerra com a manutenção de um quadro de instabilidade, exigindo um acompanhamento contínuo da situação meteorológica. A circulação atlântica ativa é típica desta época do ano, mas a sua intensidade e persistência requerem vigilância.
Aguaceiros dispersos encerram a semana
Durante a quinta e sexta-feira, dias 12 e 13 de fevereiro, a instabilidade deverá manter-se, embora com uma tendência para uma precipitação mais dispersa e menos organizada. Esperam-se aguaceiros intermitentes, sobretudo nas regiões do Centro e Sul do país, mantendo-se o céu geralmente muito nublado. Apesar de alguns sinais de uma atenuação gradual dos fenómenos mais extremos, a evolução do estado do tempo continuará a ser incerta até ao final da semana, justificando a necessidade de precaução.
Acompanhamento contínuo da situação meteorológica
Perante o cenário de instabilidade prolongada e a complexidade da circulação atlântica ativa, o acompanhamento regular das previsões e dos avisos meteorológicos emitidos pelas autoridades competentes é fundamental. Esta recomendação é particularmente relevante para as populações que residem em zonas mais expostas a fenómenos extremos e para os setores de atividade mais sensíveis às condições meteorológicas adversas, como a agricultura, a pesca e os transportes. A prudência e a informação atualizada são as melhores ferramentas para mitigar os potenciais impactos deste período de tempo desafiante.
Fonte: https://www.tempo.pt