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Depressão Francis traz mau tempo para Portugal continental no ano novo

Por Portugal 24 Horas

Portugal continental enfrenta uma alteração meteorológica significativa com a aproximação da depressão Francis, que ameaça perturbar as celebrações da Passagem de Ano de 2025 para 2026. Após um período de tempo estável e soalheiro, o cenário muda radicalmente com o regresso de condições adversas ao território. Esta depressão, que já impactou os arquipélagos dos Açores e da Madeira com chuva intensa, vento forte e agitação marítima, tem agora Portugal continental na sua rota. Preveem-se dias de mau tempo que se estenderão desde o final de dezembro até aos primeiros dias de janeiro, com um foco particular na precipitação e no vento. As autoridades e a população são alertadas para a necessidade de precaução, especialmente nas regiões do Centro e Sul, onde se esperam os efeitos mais acentuados desta intempérie, que poderá incluir fenómenos mais intensos como o granizo e a trovoada.

A chegada da depressão Francis: um adeus ao tempo estável

Transição meteorológica e impacto inicial nos arquipélagos
A transição para 2026 marcará o fim do tempo seco e soalheiro que tem caracterizado os últimos dias de 2025 em Portugal continental. A depressão Francis, após ter afetado intensamente os Açores e, nas horas mais recentes, o arquipélago da Madeira, onde causou chuva forte, vento considerável e agitação marítima, está a mover-se em direção ao Continente. Esta mudança de padrões meteorológicos significa o regresso de condições mais instáveis e severas, que se farão sentir de forma mais acentuada a partir da quinta-feira, dia 1 de janeiro. A população é aconselhada a manter-se informada sobre as últimas atualizações, dada a rapidez com que estas depressões podem evoluir.

Várias frentes e instabilidade à vista
Entre a próxima quinta-feira, dia 1 de janeiro, e o domingo, dia 4, várias perturbações frontais associadas à depressão Francis deverão atingir Portugal continental. Estas frentes trarão chuva que progressivamente se espalhará de sul para norte do país. Embora a precipitação seja generalizada, poderá, por vezes, manifestar-se sob a forma de granizo e ser pontualmente forte, não se excluindo a ocorrência de trovoada em algumas áreas. A intensidade e a distribuição da chuva serão determinantes para os alertas emitidos pelas autoridades de proteção civil, sendo fundamental a monitorização contínua por parte dos cidadãos.

Previsão detalhada para o Continente: zonas mais afetadas e dias críticos

Precipitação intensa e as regiões em alerta
Durante o período de passagem da depressão Francis, as análises meteorológicas indicam que as regiões com maior acumulação de chuva serão os distritos de Faro, Santarém, Lisboa e Guarda. Esta previsão deve-se à trajetória provável da depressão e ao transporte de um fluxo de humidade, o que tornará a precipitação no Sul e Centro do país mais provável, intensa e frequente em comparação com o Norte. O Algarve, em particular, poderá registar os volumes de precipitação mais elevados, aumentando o risco de inundações em zonas urbanas e rurais. É crucial que os habitantes destas regiões tomem medidas preventivas.

Vento forte: um fenómeno a ter em conta
Nos próximos dias, espera-se vento de leste/sueste a soprar com intensidade moderada a forte. Este fenómeno será particularmente incisivo entre os dias 1 e 3 de janeiro, sobretudo nas Regiões Centro e Sul de Portugal continental. Para a sexta-feira, dia 2 de janeiro, prevê-se o período mais adverso do temporal de vento, especialmente na faixa costeira e nas terras altas do Centro e Sul, onde as rajadas poderão atingir velocidades entre os 80 e os 100 km/h, respetivamente. A força do vento pode causar a queda de árvores, danos em infraestruturas e dificuldades na condução, pelo que a prudência é fundamental.

Variação das temperaturas e possibilidade de neve
Relativamente às temperaturas, na quinta-feira e na sexta-feira, dias 1 e 2 de janeiro, prevê-se uma ligeira subida, principalmente nas temperaturas mínimas e, em especial, no Centro e Sul do país, devido à passagem da tempestade Francis. Contudo, a passagem e o gradual afastamento da intempérie permitirão um novo arrefecimento do tempo nos dias seguintes. Adicionalmente, não se exclui a possibilidade de queda de neve nos pontos mais elevados da Serra da Estrela, o que pode atrair turistas, mas também exigir cuidados extra para quem planeia deslocar-se a estas zonas.

Os dias mais críticos da passagem da depressão
As previsões sugerem que os dias mais críticos da passagem da tempestade Francis em Portugal continental serão a sexta-feira, dia 2 de janeiro, e o sábado, dia 3 de janeiro. No dia 3, o centro da depressão deverá situar-se muito próximo do extremo sul do país, perto do Algarve, iniciando lentamente a sua trajetória para fora do território nas horas seguintes. Este posicionamento do centro da depressão justifica a intensidade dos fenómenos meteorológicos esperados nessas datas e a concentração dos impactos nas regiões do Sul.

A natureza imprevisível da depressão Francis

Factores que influenciam a trajetória e intensidade
É fundamental sublinhar que a depressão Francis é um sistema meteorológico complexo, composto por frentes e linhas de instabilidade associadas, sustentadas por uma bolsa de ar frio a grande altitude. Esta estrutura confere-lhe uma natureza altamente caótica e localizada. Pequenos desvios na sua trajetória podem interferir drasticamente na formação e desenvolvimento das nuvens, alterando significativamente a intensidade e a distribuição da precipitação, bem como a força do vento. A imprevisibilidade é uma característica inerente a este tipo de fenómenos.

Incerteza nos modelos de previsão e possíveis ajustes
Devido à sua natureza errática, os modelos de previsão meteorológica têm uma dificuldade acrescida em antecipar com precisão a trajetória exata, a intensidade e o momento exato da precipitação associada à depressão Francis. Tendo isto em conta, é provável que a previsão ainda possa sofrer alguns ajustes nos próximos dias, embora, neste momento, todas as indicações apontem para que as regiões do Centro e Sul – e em especial o Algarve – sejam as áreas potencialmente mais afetadas. É, portanto, crucial que a população se mantenha atenta às atualizações meteorológicas oficiais.

Perspetivas de melhoria e fim da instabilidade

Dissipação gradual do mau tempo
Para domingo, dia 4 de janeiro, prevê-se que a instabilidade meteorológica gerada pela depressão Francis comece a dissipar-se gradualmente sobre o território português. O céu deverá apresentar-se geralmente pouco nublado na maioria das regiões. Contudo, nas áreas a sul do Tejo, ainda será expectável a ocorrência de aguaceiros, tendencialmente fracos, sendo mais prováveis e frequentes nos distritos de Beja e Faro. A partir deste dia, as condições deverão melhorar de forma consistente, permitindo um regresso à normalidade.

Perguntas frequentes (FAQ)

O que é a depressão Francis?
A depressão Francis é um sistema de baixas pressões, com frentes e linhas de instabilidade associadas, que provoca condições meteorológicas adversas como chuva intensa, vento forte e agitação marítima.

Quando é que a depressão Francis vai afetar Portugal continental?
A depressão Francis deverá afetar Portugal continental entre a quinta-feira, dia 1 de janeiro, e o domingo, dia 4 de janeiro de 2026, coincidindo com a Passagem de Ano e os primeiros dias do ano.

Quais as regiões mais afetadas pela depressão Francis?
As previsões apontam para que as regiões do Centro e Sul de Portugal continental, em particular os distritos de Faro, Santarém, Lisboa e Guarda, e com especial destaque para o Algarve, sejam as mais afetadas pela depressão Francis.

Quais serão os dias mais críticos da depressão Francis em Portugal continental?
Os dias mais críticos da passagem da depressão Francis em Portugal continental são esperados para a sexta-feira, dia 2 de janeiro, e o sábado, dia 3 de janeiro.

Mantenha-se informado através dos canais oficiais de previsão meteorológica e siga as recomendações da Proteção Civil para garantir a sua segurança e a dos seus. A sua atenção e preparação podem fazer toda a diferença.

Fonte: https://www.tempo.pt

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