Depressão Kristin deixa rasto de destruição e uma vítima mortal

A madrugada desta quarta-feira, 28 de janeiro, foi marcada pelo caos meteorológico em Portugal continental. A passagem da severa depressão Kristin provocou centenas de incidentes de norte a sul do país, registando-se a perda de uma vida humana e danos materiais de grande magnitude.

Vítima mortal em Vila Franca de Xira

O incidente mais grave ocorreu por volta das 04h48 da manhã, em Povos, Vila Franca de Xira. Um homem de aproximadamente 40 anos, que trabalhava na distribuição de pão, perdeu a vida quando uma árvore de grande porte colapsou sobre a viatura ligeira em que circulava na Estrada Nacional 1 (EN1). As equipas de socorro nada puderam fazer para reverter a situação.

Madrugada de sobressalto: Mais de 600 ocorrências

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) revelou que, apenas entre as 00h00 e as 06h00 de hoje, foram contabilizadas 655 ocorrências. A maioria dos incidentes prende-se com quedas de árvores, inundações de vias e estruturas danificadas pelo vento extremo.

  • Zonas mais fustigadas: A região de Leiria apresenta um cenário de “extrema dificuldade”, com relatos de destruição em edifícios, além de cortes severos nas redes elétrica e telefónica.

  • Impacto nos Transportes: O mau tempo obrigou à suspensão das ligações fluviais entre Cacilhas e o Cais do Sodré e à interrupção da circulação de comboios de longo curso na Linha do Norte. Estão ainda cortadas pelo menos 14 estradas nacionais devido a inundações ou deslizamentos de terra.

Governo e Autoridades em Alerta

O Governo já confirmou o impacto deste “evento climático extremo”, lamentando as perdas de vidas humanas (há relatos de uma segunda vítima em circunstâncias ainda sob investigação) e os danos severos em infraestruturas públicas. Milhares de pessoas continuam sem fornecimento de energia elétrica, especialmente na região centro litoral.

A Proteção Civil mantém o apelo à máxima prudência, aconselhando a população a evitar deslocações desnecessárias e a manter-se afastada de zonas costeiras e áreas com árvores de grande porte, uma vez que o solo se encontra saturado e o vento poderá ainda registar rajadas fortes.

Related posts

A origem do nome Mar vermelho: mitos, ciência e história

ALDI lança ofensiva tecnológica: três produtos que prometem esgotar rapidamente

Poeiras do Saara ameaçam Portugal continental entre segunda e terça-feira