Desalinizadora no Algarve Causa “Danos Irreversíveis”, Alertam Ambientalistas

The Portugal News

Uma plataforma composta por várias associações ambientalistas manifestou a sua forte oposição à aprovação condicional do projeto da central de dessalinização de água do mar no Algarve. A decisão foi tomada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e tem gerado controvérsia entre os defensores do ambiente.

As organizações que compõem a plataforma ambientalista argumentam que a construção e operação da unidade de dessalinização terão um impacto negativo e irreversível no ecossistema costeiro da região. Alegam que o processo de dessalinização pode levar à destruição de habitats marinhos sensíveis, como leitos de ervas marinhas e zonas de reprodução de diversas espécies.

Um dos principais pontos de preocupação é a descarga de salmoura, um subproduto da dessalinização, de volta ao oceano. A salmoura contém altas concentrações de sal e outros produtos químicos que podem prejudicar a vida marinha e alterar a qualidade da água. As associações ambientalistas defendem que as medidas propostas pela APA para mitigar os impactos da salmoura são insuficientes e que não garantem a proteção do ambiente marinho.

Além dos impactos diretos no ecossistema marinho, as associações também expressam preocupação com o consumo de energia necessário para operar a unidade de dessalinização. Alertam que a central, ao aumentar a procura por energia, poderá contribuir para o aumento das emissões de gases com efeito de estufa, contrariando os esforços de Portugal para combater as alterações climáticas.

Os ambientalistas criticam ainda a falta de transparência no processo de aprovação do projeto, alegando que não foram devidamente considerados os estudos de impacto ambiental e as opiniões das comunidades locais. Defendem que é necessário um debate público mais amplo e aprofundado sobre os riscos e benefícios da dessalinização como solução para a escassez de água no Algarve.

A plataforma ambientalista apela às autoridades competentes para que reconsiderem a aprovação do projeto e procurem alternativas mais sustentáveis para garantir o abastecimento de água na região, que não comprometam a integridade do ambiente marinho e a saúde das comunidades locais. Propõem a implementação de medidas de gestão da procura de água, como a redução de perdas nas redes de distribuição e o incentivo à utilização eficiente da água na agricultura e no turismo.

Fonte: www.theportugalnews.com

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