O Departamento de Estado norte-americano anunciou que não irá assinalar o Dia Mundial da Sida com mensagens públicas, interrompendo uma tradição de décadas de sensibilização para a doença, que anualmente se assinala a 1 de dezembro.
Esta decisão marca uma rutura com a prática estabelecida por administrações anteriores, tanto democratas como republicanas, que consistentemente utilizaram a data para reforçar a consciencialização sobre o VIH/SIDA e demonstrar o compromisso dos Estados Unidos no combate à pandemia a nível global.
Ao longo dos anos, a celebração do Dia Mundial da Sida envolveu uma variedade de iniciativas, incluindo declarações oficiais, eventos públicos, campanhas de informação e o financiamento de programas de prevenção e tratamento. Estas ações visavam educar o público, reduzir o estigma associado à doença, promover a testagem e o acesso a cuidados de saúde, e angariar apoio para a investigação e o desenvolvimento de novas terapias.
O impacto desta mudança de política ainda não é totalmente claro, mas levanta questões sobre o futuro do envolvimento dos Estados Unidos na luta contra a SIDA, especialmente no que diz respeito ao apoio a programas internacionais e à manutenção da consciencialização pública sobre a doença. Organizações de saúde e ativistas manifestaram preocupação com o potencial retrocesso nos progressos alcançados nas últimas décadas.
A decisão do Departamento de Estado surge num momento em que a pandemia da SIDA continua a ser um desafio global, afetando milhões de pessoas em todo o mundo. A interrupção da tradição de assinalar o Dia Mundial da Sida com mensagens públicas poderá ter implicações significativas para a visibilidade da doença e para os esforços de prevenção e controlo. Resta saber se outras agências governamentais dos Estados Unidos manterão a tradição de assinalar a data de alguma forma.
Fonte: www.euronews.com