A proteção e o bem-estar animal assumem um papel cada vez mais central nas políticas públicas e na consciência coletiva em Portugal. O ano de 2025 ficou marcado por um conjunto de ações dedicadas a esta causa, que culminaram na intervenção de 119 animais, entre gatos e cães. Estas iniciativas abrangeram a crucial esterilização, a indispensável aplicação de microchip e o respetivo registo obrigatório, medidas fundamentais para a gestão populacional e a responsabilidade dos tutores. O objetivo principal é combater o abandono, a superpopulação e as doenças, garantindo uma vida mais digna e segura para os nossos companheiros de quatro patas. Este esforço conjunto reflete um compromisso crescente com o bem-estar animal no país, evidenciando uma abordagem proativa e preventiva.
O papel vital da esterilização na gestão populacional
A esterilização é uma das ferramentas mais eficazes e humanitárias para controlar a superpopulação de animais de companhia, um problema que afeta inúmeras comunidades em Portugal e que, anualmente, resulta em milhares de abandonos. A intervenção cirúrgica, tanto em gatos como em cães, impede a reprodução indesejada, reduzindo drasticamente o número de ninhadas não planeadas que, muitas vezes, acabam nas ruas, em colónias descontroladas ou em abrigos já sobrelotados. Os 119 animais intervencionados em 2025 representam um passo significativo neste combate, demonstrando a proatividade das entidades envolvidas, sejam elas autarquias, associações de proteção animal ou clínicas veterinárias parceiras. Esta prática não só diminui o número de animais errantes, como também contribui para a melhoria das condições de vida dos que já existem.
Benefícios multifacetados da esterilização
Para além do controlo populacional, a esterilização confere uma série de benefícios diretos para a saúde e o comportamento dos animais. Em fêmeas, a remoção dos ovários e do útero elimina o risco de tumores mamários, infeções uterinas (piometra) e gravidezes psicológicas. Nos machos, a castração previne problemas prostáticos, alguns tipos de cancro testicular e reduz comportamentos indesejados, como a marcação territorial com urina, agressividade e fugas em busca de parceiras. Esta intervenção contribui para uma vida mais longa, saudável e tranquila, tanto para o animal como para o seu tutor. É uma medida de prevenção que poupa sofrimento e gastos futuros com tratamentos de saúde complexos, resultando num menor fardo para os proprietários e para os sistemas de saúde pública animal. A promoção da esterilização, como foi o caso em 2025, é, portanto, uma estratégia de saúde pública animal de enorme relevância, alinhada com as melhores práticas internacionais em bem-estar animal.
Microchip e registo obrigatório: Pilares da responsabilidade
A aplicação de microchip e o subsequente registo obrigatório no Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC) são pilares essenciais para a promoção da responsabilidade dos tutores e para o combate ao abandono. Estas medidas garantem que cada animal de companhia tem uma identificação única e permanente, vinculada aos dados do seu proprietário, facilitando a sua localização e responsabilização em caso de negligência. Em 2025, a inclusão desta prática nas ações de intervenção para os 119 animais sublinha a importância de uma identificação rigorosa e de um sistema de rastreabilidade eficiente para todos os cães, gatos e furões. A obrigatoriedade destas medidas reflete uma evolução na legislação portuguesa no sentido de uma maior proteção animal.
A importância da identificação e rastreabilidade
O microchip, um pequeno dispositivo eletrónico do tamanho de um grão de arroz, é inserido sob a pele do animal, geralmente na região do pescoço ou entre as omoplatas, através de um procedimento simples e indolor. Este dispositivo contém um número de identificação único que pode ser lido por um scanner. Este sistema permite que, em caso de perda ou abandono, o animal seja rapidamente identificado e, crucialmente, devolvido ao seu tutor legal, uma vez que os dados do microchip estão associados à informação do proprietário na base de dados do SIAC. O registo no SIAC torna esta identificação oficial e consultável a nível nacional, estabelecendo um vínculo legal e irrefutável entre o animal e o responsável. A ausência de microchip e de registo é, em Portugal, uma infração sujeita a coima, o que realça a seriedade com que a legislação aborda esta questão. A obrigatoriedade destas medidas, em vigor para cães desde 2008 e para gatos e furões desde 2020, é fundamental para assegurar a rastreabilidade e dissuadir o abandono. Cada um dos 119 animais abrangidos em 2025 foi assim dotado desta camada extra de segurança e proteção.
O caminho para o bem-estar animal: Perspetivas futuras
As ações de esterilização, aplicação de microchip e registo obrigatório levadas a cabo em 2025, que beneficiaram 119 animais, são um testemunho do compromisso crescente com a causa animal em Portugal. Contudo, é fundamental reconhecer que este é um esforço contínuo que exige a colaboração de diversas entidades: autarquias, organizações não-governamentais (ONGs), médicos veterinários, escolas, e, crucialmente, os próprios cidadãos e tutores. O sucesso destas iniciativas depende não só da execução de programas como o que se destacou em 2025, mas também de campanhas de sensibilização e educação cívica que eduquem a população sobre a importância da detenção responsável, dos direitos e deveres dos tutores, e dos benefícios a longo prazo destas práticas.
É imperativo expandir o alcance destas ações, visando a intervenção de um número ainda maior de animais, especialmente em áreas onde a taxa de abandono e reprodução descontrolada é mais elevada, nomeadamente através de programas de Captura-Esterilização-Devolução (CED) para gatos de rua e campanhas de esterilização a custos subsidiados para cães e gatos com tutor. O investimento em infraestruturas de apoio, como clínicas veterinárias móveis ou programas de apoio a tutores com dificuldades financeiras, pode ser determinante para que mais famílias adiram a estas práticas essenciais. O objetivo último é construir uma sociedade onde todos os animais de companhia sejam tratados com o respeito e o cuidado que merecem, onde o abandono seja uma triste memória do passado e onde a superpopulação de animais errantes seja, finalmente, controlada. As 119 intervenções de 2025 representam um alicerce importante para o futuro do bem-estar animal em Portugal, sinalizando um caminho promissor para a coexistência harmoniosa entre humanos e animais.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Quais foram as principais ações desenvolvidas em 2025 para o bem-estar animal?
Em 2025, as principais ações centraram-se na esterilização de gatos e cães, na aplicação de microchip e no seu registo obrigatório no Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC). Estas iniciativas visaram controlar a superpopulação, combater o abandono e garantir a identificação e rastreabilidade dos animais.
2. Quantos animais foram abrangidos por estas ações em 2025?
No total, foram intervencionados 119 animais, incluindo gatos e cães, no âmbito destas campanhas de esterilização, microchip e registo. Este número reflete um esforço significativo para promover a saúde pública animal e o bem-estar dos animais de companhia.
3. Por que razão a esterilização e o microchip são tão importantes para os animais de companhia?
A esterilização é crucial para controlar a natalidade, reduzindo o número de animais abandonados, e oferece benefícios de saúde significativos aos animais (prevenção de doenças e melhoria comportamental). O microchip, por sua vez, é uma ferramenta essencial para a identificação permanente e a rastreabilidade, permitindo que os animais perdidos sejam devolvidos aos seus tutores e combatendo o abandono irresponsável. Ambas as medidas promovem a detenção responsável e o cumprimento da legislação em vigor.
4. Onde posso registar o meu animal de companhia?
O registo de animais de companhia é feito no Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC), geralmente através de um médico veterinário que é responsável pela aplicação do microchip e pela inserção dos dados no sistema. É um processo obrigatório para todos os cães, gatos e furões nascidos em Portugal ou que permaneçam no território nacional por mais de 120 dias.
Ajude a construir um futuro mais feliz para os animais de companhia. Informe-se sobre as campanhas de esterilização e registo na sua autarquia local ou junto do seu médico veterinário e seja um tutor responsável!
Fonte: https://centralpress.pt