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Europa quer requalificar 600 mil trabalhadores para a defesa

Por Portugal 24 Horas

A União Europeia (UE) delineou um plano ambicioso para mitigar a escassez de competências na sua indústria de defesa, visando requalificar 600 mil trabalhadores. Esta iniciativa surge num contexto de crescente necessidade de rearmamento, face aos desafios geopolíticos atuais.

A dificuldade em aumentar a produção de material bélico reside, em grande parte, na falta de pessoal qualificado para as diversas etapas, desde a conceção ao fabrico. A UE reconhece que esta lacuna representa um obstáculo significativo para a implementação de uma estratégia de defesa europeia robusta e independente.

A requalificação dos trabalhadores abrangerá diversas áreas, desde aspetos técnicos e de engenharia até à gestão de produção e controlo de qualidade. O objetivo é dotar os participantes com as competências necessárias para preencher as vagas existentes e, simultaneamente, preparar a força de trabalho para as necessidades futuras do setor.

Espera-se que o programa de requalificação atraia indivíduos de diversas origens profissionais, incluindo desempregados, trabalhadores em setores em declínio e jovens em busca de novas oportunidades de carreira. A iniciativa poderá incluir cursos de formação profissional, estágios em empresas do setor e programas de aprendizagem.

A Comissão Europeia, juntamente com os Estados-Membros, trabalhará em estreita colaboração com a indústria de defesa para identificar as necessidades de competências mais urgentes e desenvolver programas de formação relevantes e eficazes. O financiamento para esta iniciativa deverá ser assegurado através de fundos europeus existentes e de investimentos nacionais.

A longo prazo, a UE espera que esta iniciativa contribua para o reforço da sua indústria de defesa, tornando-a mais competitiva e capaz de responder às necessidades de segurança da Europa. Além disso, a criação de novos empregos e o desenvolvimento de competências avançadas terão um impacto positivo nas economias locais e regionais. A aposta na requalificação profissional surge, assim, como uma componente fundamental da estratégia europeia para garantir a sua autonomia e segurança no cenário global.

Fonte: www.euronews.com

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