O tradicional festival anual Tori-no-ichi, em Tóquio, atraiu uma vasta multidão ao Santuário Ootori na segunda-feira. O evento, com séculos de história, é um ponto alto no calendário da cidade, combinando tradição, religião e esperança de prosperidade.
Visitantes de todas as partes deslocaram-se ao santuário para participar nas festividades e adquirir os famosos “kumade”, rastelos decorativos que se crê trazerem boa sorte e sucesso nos negócios. Estes amuletos, intrincadamente adornados com motivos auspiciosos como moedas de ouro, representações de deuses e outras figuras simbólicas, são o ex-libris do festival e um dos principais motivos para a afluência em massa.
Acredita-se que os kumade “recolhem” a boa sorte e a prosperidade para os seus proprietários, funcionando como um talismã para o sucesso financeiro e pessoal ao longo do ano que se avizinha. Os vendedores exibiam uma variedade impressionante de kumade, de todos os tamanhos e preços, criando um ambiente vibrante e animado com os seus pregões e ofertas.
A compra de um kumade é uma tradição importante para muitos participantes, que escolhem cuidadosamente o rastelo que melhor se adapta aos seus desejos e ambições. É comum que os compradores negociem com os vendedores para obter um preço favorável, numa troca animada que faz parte da experiência do festival.
O Santuário Ootori, local de culto ancestral, oferece o cenário perfeito para esta celebração. A atmosfera carregada de história e espiritualidade contribui para a singularidade do evento, atraindo tanto os devotos religiosos como os curiosos que procuram mergulhar na cultura japonesa.
Para além da compra dos kumade, o festival oferece uma variedade de outras atividades e atrações, incluindo barracas de comida tradicional, jogos e espetáculos. A atmosfera festiva e animada contagia todos os presentes, criando uma experiência memorável para quem participa. O Tori-no-ichi é, assim, muito mais do que um simples evento; é uma celebração da tradição, da esperança e da cultura japonesa, que continua a atrair multidões ano após ano.
Fonte: www.euronews.com