Uma vasta frota de embarcações, transportando cerca de cinco mil pessoas, percorreu ontem os rios da cidade brasileira de Belém, num protesto contra o que os manifestantes consideram serem “falsas soluções climáticas”. A ação, que envolveu mais de 150 barcos, teve lugar em Belém, cidade que se prepara para acolher a COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas.
O objetivo principal da manifestação foi, segundo os organizadores, denunciar iniciativas que consideram ineficazes ou prejudiciais no combate às alterações climáticas, e simultaneamente, apresentar os povos como a verdadeira solução para os desafios ambientais. A mensagem central transmitida pelos participantes foi a de que as comunidades locais, com o seu conhecimento tradicional e práticas sustentáveis, detêm um papel crucial na proteção do planeta.
A concentração da frota nos rios de Belém gerou grande impacto visual e chamou a atenção para as preocupações dos manifestantes. A escolha da cidade como palco do protesto não foi aleatória, dado o seu papel central na região amazónica e a sua iminente receção da COP30. Os ativistas procuram, desta forma, influenciar as discussões e decisões que serão tomadas durante a conferência, defendendo uma abordagem mais justa e eficaz para lidar com as alterações climáticas.
A ação pacífica decorreu sem incidentes, com os participantes a exibirem faixas e cartazes com mensagens alusivas à proteção ambiental e aos direitos dos povos indígenas. A organização do protesto envolveu diversas comunidades e organizações da sociedade civil, unidas na defesa de um futuro mais sustentável e equitativo. A iniciativa demonstra a crescente mobilização em torno das questões climáticas e a determinação dos cidadãos em exigir ações concretas e eficazes por parte dos governos e das empresas.
O protesto em Belém surge num momento crítico, em que as consequências das alterações climáticas se tornam cada vez mais evidentes em todo o mundo. A COP30 representa uma oportunidade crucial para reforçar os compromissos globais e acelerar a transição para uma economia de baixo carbono. Os manifestantes esperam que a sua ação contribua para um debate mais profundo e para a adoção de medidas que protejam o planeta e garantam um futuro melhor para as próximas gerações.
Fonte: sapo.pt