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Frente fria traz chuva, vento e descida de temperaturas a Portugal

Por Portugal 24 Horas

Após um período de estabilidade atmosférica e temperaturas invulgarmente elevadas para o mês de fevereiro, Portugal continental prepara-se para uma mudança significativa no estado do tempo. Uma frente fria, impulsionada por uma depressão no Atlântico, deverá atravessar o território nacional entre a noite de terça-feira e a madrugada de quarta-feira. Esta alteração meteorológica promete pôr fim aos dias soalheiros, introduzindo um cenário de precipitação mais persistente, especialmente nas regiões do Norte e Centro, e um notável reforço do vento. Adicionalmente, a passagem desta frente fria será acompanhada por uma descida marcada e generalizada das temperaturas, repondo valores mais condizentes com a época do ano. A população é aconselhada a preparar-se para condições mais adversas e a monitorizar as atualizações meteorológicas.

Início de semana sob influência anticiclónica: estabilidade e calor atípico

Previsão de dias soalheiros e temperaturas amenas

A semana arrancou em Portugal continental sob a influência de um anticiclone, uma área de alta pressão centrada a sul da Península Ibérica. Esta configuração meteorológica foi responsável por garantir dias estáveis e soalheiros em grande parte do território. O céu apresentou-se predominantemente pouco nublado ou limpo, favorecendo a visibilidade e a sensação de bom tempo. O vento soprou de forma fraca, com velocidades geralmente inferiores a 20 km/h, e manteve uma predominância de leste.

Apesar da amenidade diurna, as noites no interior do país revelaram-se bastante frias, uma consequência direta da perda de calor por irradiação sob um céu limpo. As temperaturas mínimas oscilaram entre os 2 e os 6 °C, criando um contraste acentuado com os valores registados durante o dia. No período da tarde, as temperaturas registaram uma subida considerável, com as máximas a situarem-se entre os 18 e os 22 °C. No Norte, sobretudo em zonas abrigadas, os termómetros chegaram a registar valores próximos dos 20 °C, condições atípicas para o mês de fevereiro e que contrastam fortemente com o cenário que se avizinha.

A chegada iminente da frente fria: uma mudança abrupta no estado do tempo

Antevisão da alteração atmosférica e aumento da nebulosidade

A terça-feira marcou o início de uma transição gradual no padrão meteorológico que tem caraterizado o país. A norte da Península Ibérica, uma depressão atlântica começou a intensificar o fluxo de sudoeste, impulsionando progressivamente uma frente fria em direção ao continente. Ao longo da tarde, a nebulosidade começou a aumentar de forma notória nas regiões do litoral Norte e Centro. Esta nuvens, inicialmente esparsas, tornaram-se mais compactas e densas ao final do dia, sinalizando a aproximação da perturbação. Enquanto a frente se aproximava pelo Atlântico, o interior do país ainda se mantinha sob a influência do anticiclone, desfrutando de tempo estável e seco, mas a alteração era já visível no horizonte ocidental.

Percurso da frente e padrões de precipitação esperados

Durante a noite de terça-feira para quarta-feira, a frente fria deverá atingir as regiões do Minho e Douro Litoral, avançando gradualmente para sul ao longo da quarta-feira. A entrada de ar mais frio e húmido, proveniente do Atlântico, favorecerá a formação de nuvens densas e a ocorrência de precipitação. Inicialmente, a chuva será mais persistente e intensa nas regiões do Norte e Centro, onde os acumulados deverão situar-se entre os 10 e os 20 mm. Nas áreas montanhosas, devido ao efeito orográfico, a precipitação poderá ser ainda superior.

Nas regiões do Sul do país, nomeadamente no Alentejo e Algarve, a chuva apresentará um caráter mais irregular e disperso, sendo geralmente menos intensa. O vento, que antecede a passagem frontal, rodará para sudoeste, intensificando-se consideravelmente. Após a travessia da frente, a direção do vento mudará para oeste ou noroeste, atingindo velocidades entre os 30 e os 45 km/h. No litoral e nas terras altas, as rajadas poderão ser particularmente fortes, chegando aos 60 km/h, o que requer especial atenção e cautela.

Impactos e consequências: chuva, vento intenso e queda térmica

Intensificação do vento e agitação marítima

A passagem da frente fria não se fará sentir apenas na precipitação e nas temperaturas. A mudança na massa de ar e a intensificação do fluxo atlântico terão um impacto direto no estado do mar. A agitação marítima na costa ocidental de Portugal continental deverá aumentar significativamente. São esperadas ondas com alturas médias entre os 3 e os 4,5 metros, o que pode representar perigo para a navegação e atividades costeiras. Aconselha-se prudência e o acompanhamento das informações da Autoridade Marítima Nacional.

Descida acentuada das temperaturas e persistência do frio

A principal consequência da mudança de massa de ar será a descida acentuada das temperaturas em todo o país. Na quarta-feira, as temperaturas máximas deverão descer para valores entre os 10 e os 14 °C nas regiões do Norte e Centro. No Sul, apesar de uma descida, os valores permanecerão ligeiramente mais amenos, entre os 14 e os 16 °C. A quinta-feira manter-se-á sob a influência deste ar mais frio, com a possibilidade de ocorrência de aguaceiros dispersos, mais prováveis a norte do sistema Montejunto-Estrela. As temperaturas mínimas poderão variar entre os 0 e os 4 °C no interior, enquanto as máximas não deverão ultrapassar os 9 a 13 °C. Esta queda térmica reintroduzirá um ambiente tipicamente invernal, contrastando drasticamente com o calor sentido nos dias anteriores.

Perspetivas para o final da semana: recuperação gradual do estado do tempo

Entre a sexta-feira e o sábado, a tendência aponta para uma estabilização gradual do estado do tempo em Portugal continental. Espera-se uma recuperação das temperaturas máximas, que deverão voltar a situar-se entre os 12 e os 16 °C, marcando uma ligeira amenização do frio. Paralelamente, a agitação marítima na costa ocidental deverá diminuir progressivamente. No entanto, sendo uma previsão com alguma antecedência, é sempre recomendado que se acompanhem as atualizações dos boletins meteorológicos, uma vez que pequenos ajustes na trajetória e intensidade da frente fria poderão alterar a distribuição regional da precipitação e do vento.

Fonte: https://www.tempo.pt

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