Tentar resolver pendências fiscais através da linha de apoio da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) tornou-se uma prova de resistência para milhares de contribuintes. O que deveria ser um serviço facilitador transformou-se num “loop” de frustração, marcado por tempos de espera absurdos e falhas técnicas que impedem a conclusão de processos urgentes.
O “Loop” da Frustração: Esperar para nada
O padrão das queixas, visível em redes sociais e portais de reclamação, revela uma falha sistémica no Centro de Atendimento Telefónico (CAT):
Demoras Absurdas: Os relatos apontam para tempos de espera que superam frequentemente os 30 ou 40 minutos.
Quedas Prematuras: O problema mais grave ocorre quando, após a longa espera, a chamada é subitamente interrompida no exato momento em que o contribuinte começa a expor o seu caso ou a validar dados.
Processos Inconclusivos: Como o sistema não permite a retoma da chamada interrompida, o cidadão é forçado a iniciar todo o processo do zero, voltando ao fim de uma fila virtual que parece não ter fim.
Impacto no Cidadão: Desrespeito e Impotência
Para quem trabalha ou tem prazos fiscais a cumprir, esta ineficiência tem custos reais. Muitos utilizadores queixam-se de que os telefones “simplesmente desligam” no meio da resolução, deixando questões sensíveis — como erros em liquidações de IRS ou guias de pagamento de IUC — num limbo jurídico.
“É um desrespeito total. Perdi quase uma hora da minha manhã a tentar falar com alguém e, quando finalmente me atenderam, a ligação caiu a meio da explicação. O resultado? Zero problemas resolvidos e uma manhã perdida”, relata um contribuinte indignado num fórum de literacia financeira.
Alternativas Saturadas e o Livro Amarelo
Com o atendimento telefónico (217 206 707) em colapso, a alternativa oficial passa pelo E-balcão. No entanto, esta via é frequentemente criticada pela lentidão nas respostas e pela utilização de mensagens padronizadas que não resolvem situações atípicas.
Perante este cenário, as recomendações passam por:
Registo de Reclamação: Utilizar o Livro Amarelo Eletrónico para que as queixas cheguem oficialmente à tutela.
Provas de Tentativa: Guardar os registos das chamadas feitas para salvaguarda em caso de aplicação de coimas por atrasos que não são da responsabilidade do cidadão.
matéria por @portugal24horas