Um homem de 45 anos, sobre o qual pendia um mandado de detenção internacional emitido por Marrocos, foi capturado pela Polícia Judiciária numa barbearia na zona de Lisboa.
Por: Redação de Atualidade
A Polícia Judiciária (PJ) colocou termo à fuga de um dos indivíduos mais procurados pelas autoridades marroquinas no âmbito do combate ao tráfico de seres humanos. A detenção, que ocorreu de forma inesperada para o suspeito, teve lugar num estabelecimento de estética masculina na capital portuguesa, no momento em que este usufruía de um serviço de barbearia.
A Operação de Captura
O suspeito, de 45 anos, era alvo de um “alerta vermelho” da Interpol. A localização do indivíduo foi possível graças ao cruzamento de informações entre as autoridades de Marrocos e a Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes e Crime Organizado da PJ.
Segundo fontes próximas da investigação, o homem terá tentado passar despercebido em Lisboa, adotando uma rotina discreta. Contudo, o trabalho de vigilância permitiu identificar o momento exato em que o fugitivo se encontrava vulnerável, resultando numa intervenção policial rápida e sem resistência.
Os Crimes em Causa
As autoridades de Marrocos acusam o detido de ser uma peça fundamental numa rede transnacional dedicada ao tráfico de pessoas e ao auxílio à imigração ilegal. O grupo operaria rotas clandestinas através do Mediterrâneo, explorando a vulnerabilidade de migrantes em troca de elevadas somas de dinheiro.
O crime de tráfico de seres humanos é considerado uma das violações mais graves dos direitos fundamentais, sendo punível com penas de prisão pesadas tanto no ordenamento jurídico marroquino como no europeu.
Processo de Extradição
Após a detenção em flagrante fora de horas de crime, o homem foi conduzido às instalações da Polícia Judiciária e, posteriormente, presente ao Tribunal da Relação de Lisboa. O objetivo da audição judicial é a aplicação de medidas de coação e a validação do processo de extradição.
Até que a decisão final sobre o envio do suspeito para Marrocos seja tomada, este deverá aguardar em prisão preventiva, dada a elevada probabilidade de fuga e a natureza dos crimes imputados.