Hungria garante isenção para compra de energia russa com apoio dos eua

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O governo dos Estados Unidos assegurou à Hungria uma isenção que permitirá ao país continuar a importar energia russa, uma medida vista como um significativo impulso político para o primeiro-ministro Viktor Orbán, especialmente às vésperas das eleições de abril. A informação, divulgada por fontes da Casa Branca, indica que a exceção terá validade por um ano.

A decisão ocorre em um momento crítico para a economia húngara, que enfrenta desafios consideráveis. A manutenção de preços mais baixos na energia pode se mostrar um fator decisivo na campanha eleitoral, influenciando a percepção do eleitorado sobre a gestão de Orbán e suas políticas econômicas.

A isenção, que permite a Budapeste continuar comprando petróleo russo, alivia a pressão sobre a economia do país, dependente em grande medida do fornecimento energético da Rússia. A medida evita um possível choque nos preços da energia, o que poderia agravar a situação econômica da Hungria e prejudicar as chances de reeleição de Orbán.

Observadores políticos apontam que o apoio dos Estados Unidos à isenção representa um endosso implícito à liderança de Orbán, em um cenário de crescente tensão geopolítica na região. A medida pode ser interpretada como uma estratégia para manter a estabilidade na Hungria, um país membro da União Europeia e da OTAN, mas que mantém relações complexas com a Rússia.

A decisão de Washington certamente provocará debates acalorados entre aliados e críticos, levantando questões sobre a coerência da política externa americana em relação à Rússia e ao seu papel na Europa Central e Oriental. Analistas avaliam que a medida pode ser vista como um pragmatismo em prol da estabilidade regional, mas também como um sinal de que considerações políticas internas e a busca por aliados podem influenciar as decisões da Casa Branca.

O impacto da isenção na economia húngara e no cenário político do país será acompanhado de perto nos próximos meses, à medida que a Hungria se aproxima das eleições e busca consolidar sua posição em um contexto global desafiador.

Fonte: www.euronews.com

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