I&D Impulsiona Crescimento Económico Acima Dos 3%, Aponta Estudo

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Um estudo recente revela que o investimento em Investigação e Desenvolvimento (I&D) poderá impulsionar o crescimento económico de Portugal para além dos 3%. A análise indica que cada milhão de euros investido em I&D gera aproximadamente oito novos postos de trabalho, tanto diretos como indiretos, no país.

O investimento atual em I&D em Portugal situa-se numa média de 400 euros por habitante, equiparando-se a países como Espanha e Itália. No entanto, este valor está significativamente abaixo da média europeia, que ronda os 800 euros por habitante.

O ecossistema de inovação português, juntamente com as infraestruturas existentes, como a rede de transportes, a produção de energias renováveis e as telecomunicações, são considerados fatores importantes para atrair investimento. O estudo realça, no entanto, que o capital humano e a capacidade de atrair talento são as principais forças motrizes do potencial de crescimento económico nacional.

A criação dinâmica de emprego, o aumento dos níveis de qualificação da população e a facilidade de integração dos imigrantes no mercado de trabalho, facilitada pelas afinidades culturais, linguísticas e religiosas, contribuem para um ciclo virtuoso que sustenta o crescimento da economia. A elevada proporção de imigrantes provenientes do Brasil e dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) é vista como uma vantagem significativa, promovendo uma integração mais fluida no mercado laboral, ao contrário do que se observa em muitos outros países europeus.

Adicionalmente, uma percentagem considerável de imigrantes são europeus e norte-americanos, indicando que uma grande parte dos estrangeiros que chegam a Portugal possuem qualificações elevadas ou conseguem integrar-se facilmente no mercado de trabalho.

Portugal beneficia também de uma localização estratégica e segura, além de ligações históricas com a América Latina e África, que facilitam o comércio e a colaboração internacional.

Um dos principais atrativos para o investimento estrangeiro é o custo da energia, inferior à média europeia, resultado do investimento em fontes de energia renováveis. A cobertura de redes 5G e fibra ótica em quase todo o território nacional, juntamente com a interconexão através de cabos submarinos que ligam o país à Europa e ao resto do mundo, são igualmente vantagens competitivas.

A modernização da agricultura e da fileira florestal, o investimento nos recursos marinhos e a existência de reservas de metais valiosos, como o lítio, são outros fatores identificados como oportunidades de crescimento. O setor financeiro é considerado sólido, com capacidade demonstrada para financiar a economia.

O estudo destaca ainda áreas com potencial de desenvolvimento, como a Saúde, os Centros de Competências de Multinacionais, as Indústrias do Digital e da Cloud, e a área da Defesa e drones.

No que concerne às ameaças, o estudo alerta para a crescente incerteza geopolítica e para um possível aumento das barreiras comerciais. Contudo, o impacto de uma guerra tarifária, nomeadamente com os Estados Unidos, deverá ser limitado, dado que este país representa apenas uma pequena percentagem das exportações portuguesas.

Fonte: www.noticiasaominuto.com

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