Início » Idosa de 82 Anos Continua a Trabalhar por Amor à Família

Idosa de 82 Anos Continua a Trabalhar por Amor à Família

Por Portugal 24 Horas

Patricia Wheatley, uma mulher de 82 anos residente na Pensilvânia, Estados Unidos, continua a trabalhar numa loja de barcos, onde aufere 16 dólares por hora, o equivalente a cerca de 13,7 euros. Contrariamente ao que se possa pensar, esta decisão não se prende com ambições de carreira, mas sim com a necessidade de complementar a sua reforma.

Numa entrevista, Patricia revelou que a sua pensão da Segurança Social americana cobre as despesas essenciais, mas não lhe permite realizar o que mais aprecia: presentear os seus numerosos netos e bisnetos. Viúva desde 2000, Patricia vive com um orçamento limitado e reconhece que nunca foi exímia na gestão financeira ou em investimentos. No entanto, encara o futuro com serenidade, evitando preocupações que não pode controlar.

O percurso de vida de Patricia é marcado pela dedicação à família. Iniciou a sua vida profissional como professora de música, tendo posteriormente trabalhado num centro de desenvolvimento juvenil e numa escola secundária. Após o casamento, em 1974, dedicou-se à educação dos filhos em casa e ao apoio ao consultório dentário do marido.

No final da década de 90, regressou ao mercado de trabalho, principalmente como professora substituta. A morte do marido representou um novo desafio, com a sua mãe de 92 anos a viver consigo, um filho já casado, dois na universidade e a filha mais nova no sétimo ano. Era imperativo garantir estabilidade financeira sem se afastar demasiado do lar.

Neste contexto, Patricia decidiu tirar um mestrado em aconselhamento escolar aos 57 anos, função que desempenhou até 2014. Nos anos seguintes, continuou a fazer substituições, mas o stress tornou-se excessivo. Após ponderar trabalhar no Walmart, surgiu a oportunidade de trabalhar na loja de barcos, onde se mantém há sete anos.

Neste trabalho, Patricia desempenha diversas funções, desde atender chamadas a apoiar tarefas administrativas. Já organizou o arquivo e obteve uma licença de notária para alargar as suas responsabilidades. Descreve o seu trabalho como essencial para manter a mente ativa, tomar decisões e aprender coisas novas, elementos que considera fundamentais para um envelhecimento autónomo.

Apesar de reconhecer que podia ter poupado e investido melhor, Patricia orgulha-se de ter pago a sua casa na totalidade. Contudo, mantém despesas com o carro, seguros e impostos, que por vezes a surpreendem. Admite que a facilidade das compras online pode levar a gastos desnecessários, exigindo disciplina.

A principal motivação para continuar a trabalhar reside no seu extenso número de descendentes: 26 netos e 11 bisnetos. Embora os presentes não sejam extravagantes, o valor total é significativo. Patricia pretende manter esta tradição familiar, o que a leva a procurar um rendimento extra.

Para além do trabalho, Patricia dedica tempo à família, cuida do jardim com a ajuda dos filhos e participa em atividades religiosas. Quanto ao futuro, prefere não dramatizar, desejando apenas manter a capacidade de decidir o que fazer com a sua casa caso não consiga cuidar dela. Sente-se estável e reconhece que o trabalho na loja contribui para essa estabilidade, complementando a sua reforma.

Fonte: postal.pt

Você deve gostar também