O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) aumentou recentemente os esforços de monitorização e vigilância do risco de tsunami em Portugal, sublinhando que este fenómeno, embora de ocorrência pouco frequente, pode ter impacto elevado nas zonas costeiras.
O instituto nacional confirmou que está a estudar e a desenvolver novas tecnologias de deteção precoce — como cabos submarinos e estações sísmicas avançadas — e reforçar o sistema de alerta, para permitir aviso atempado das populações em risco. Em particular, as regiões do Algarve, Lisboa, Setúbal e os arquipélagos da Madeira e dos Açores foram destacadas pelas equipas técnicas como as mais vulneráveis a ondas de grande magnitude.
O IPMA destaca que o Reino de Portugal integra a rede global de alerta para tsunamis e que a resposta rápida é crucial: em algumas regiões do litoral continental, o tempo disponível entre o sismo submarino e a chegada da primeira onda poderá ser inferior a 30 minutos, tornando essencial a preparação comunitária e os planos de evacuação eficazes.
O instituto salienta que a estratégia de mitigação assenta em quatro pilares fundamentais: ciência e conhecimento, antecipação, planeamento e informação pública. Ainda assim, os especialistas reconhecem que, apesar dos avanços tecnológicos, o cenário requer vigilância permanente e uma sociedade preparada para reagir.
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