As Forças de Defesa de Israel (IDF) acusaram o Hezbollah de assassinar quatro figuras proeminentes libanesas, alegando que o grupo extremista temia que estes indivíduos revelassem informações sobre as causas da devastadora explosão no porto de Beirute. A acusação foi feita pelo porta-voz em árabe das IDF, Avichai Adrai, através da rede social X.
Segundo Adrai, a unidade 121.ª do Hezbollah teria orquestrado os homicídios para proteger o seu envolvimento no armazenamento de nitrato de amónio, material que se crê ter sido a causa da explosão. Entre as vítimas, encontram-se funcionários da alfândega e jornalistas que, de acordo com a acusação israelita, já haviam exposto a ligação do Hezbollah ao incidente.
O porta-voz detalhou as circunstâncias da morte de cada uma das vítimas. Joseph Skaff, chefe da alfândega do porto, teria sido atirado de uma grande altura. Munir abu Rieil, chefe da unidade anti-contrabando, foi alegadamente esfaqueado até à morte. Joe Bejjani, fotógrafo que colaborava com o exército libanês na investigação da explosão, foi assassinado a tiro dentro do seu veículo. A lista de vítimas completa-se com Lokman Slim, ativista e jornalista conhecido pelas suas críticas ao Hezbollah.
Apesar das acusações, o Hezbollah tem negado consistentemente qualquer envolvimento na explosão do porto de Beirute. As investigações sobre o incidente permanecem em curso e ainda não foram concluídas. Adrai reconheceu que estes homicídios são mencionados juntamente com acusações anteriores contra o Hezbollah, sublinhando que o processo investigativo ainda está aberto. A acusação surge num contexto de tensões elevadas entre Israel e o Hezbollah, aumentando a instabilidade na região.
Fonte: www.noticiasaominuto.com