Lagoa: reativação da Marina da Boca do Rio em Mexilhoeira da Carregação

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A reativação da marina da Boca do Rio, situada na pitoresca localidade de Mexilhoeira da Carregação, representa um marco significativo para o concelho de Lagoa e para toda a região do Algarve. O presidente da Câmara Municipal, Luís Encarnação, anunciou recentemente o avanço deste projeto há muito aguardado, que promete impulsionar o desenvolvimento económico, turístico e social da área. Esta iniciativa não só revitaliza uma infraestrutura essencial, como também se alinha com uma visão estratégica de valorização dos recursos naturais e da economia azul, reforçando a posição de Lagoa como um destino de eleição para o turismo náutico e a vida costeira. A expetativa em torno da reativação da marina da Boca do Rio é elevada, antevendo-se um impacto positivo em diversos setores.

O Projeto de Reativação: Visão e Ambição para Lagoa

A decisão de reativar a marina da Boca do Rio surge num contexto de crescente reconhecimento do potencial náutico e ambiental da costa algarvia. O projeto, liderado pela autarquia de Lagoa, visa transformar uma infraestrutura existente – que, por diversas razões, não atingiu todo o seu potencial – num polo de atração e serviços de excelência. A Boca do Rio, com a sua localização privilegiada entre a Ria de Alvor e o estuário do Arade, oferece condições ímpares para a atividade marítimo-turística e para o apoio à pesca local.

Um impulso para a economia local e o turismo náutico

A reativação da marina da Boca do Rio é vista como um catalisador para a economia local. A criação de novas valências e a modernização das existentes deverão gerar um fluxo significativo de visitantes e investimentos. Espera-se um aumento da procura por serviços relacionados com a náutica, como aluguer de embarcações, passeios de barco, desportos aquáticos e manutenção naval. Este incremento de atividade traduzir-se-á na criação de novos postos de trabalho diretos e indiretos, dinamizando setores como o alojamento, a restauração e o comércio tradicional na Mexilhoeira da Carregação e em todo o concelho. O turismo náutico, em particular, tem um elevado valor acrescentado e atrai um público com grande poder de compra, o que pode contribuir para a diversificação da oferta turística de Lagoa, aliviando a pressão sobre as praias mais tradicionais e distribuindo o fluxo turístico por outras zonas do concelho.

Contexto histórico e a importância estratégica da Boca do Rio

A história da marina da Boca do Rio remonta a um período em que se vislumbrava um forte desenvolvimento náutico na região. No entanto, o projeto original enfrentou diversos entraves, deixando a infraestrutura aquém do seu potencial. A decisão de Luís Encarnação de relançar e dar um novo fôlego a este empreendimento demonstra uma clara aposta na recuperação de projetos estratégicos para o concelho. A Boca do Rio, pela sua posição geográfica, funciona como uma porta de entrada para a Ria de Alvor, uma zona húmida de importância internacional, e como um ponto de conexão com Portimão e o interior do Algarve através do rio Arade. A sua importância estratégica não é apenas turística; é também vital para a comunidade piscatória local, que poderá beneficiar de melhores condições de acostagem e de apoio às suas atividades, garantindo a sustentabilidade da pesca artesanal.

Detalhes da Iniciativa: Infraestruturas e Impactos Esperados

O plano de reativação da marina da Boca do Rio prevê uma intervenção abrangente que vai além da simples recuperação. A visão passa por criar uma marina moderna, funcional e ambientalmente sustentável, capaz de responder às exigências atuais do setor náutico e às necessidades da comunidade.

Melhorias na capacidade e oferta de serviços

As melhorias planeadas para a marina da Boca do Rio incluem a otimização da capacidade de amarração, que será reforçada para acolher um maior número de embarcações de recreio e de pesca, de diferentes portes. Serão instalados novos pontões flutuantes com sistemas de abastecimento de água e eletricidade de última geração. Para além disso, o projeto contempla a construção ou renovação de edifícios de apoio, que poderão incluir balneários, lavandarias, escritórios de gestão da marina, e espaços para serviços náuticos especializados, como reparação e manutenção de embarcações. A segurança será uma prioridade, com a instalação de sistemas de videovigilância e controlo de acessos. A acessibilidade terrestre também será melhorada, com a criação de novas zonas de estacionamento e a requalificação das vias de acesso à marina, facilitando a chegada de visitantes e o transporte de equipamentos.

Potencial de criação de emprego e desenvolvimento sustentável

A reativação da marina da Boca do Rio terá um impacto direto na criação de emprego. Serão necessários gestores de marina, técnicos de manutenção, operadores de serviços, pessoal de limpeza e segurança, entre outros. Indiretamente, os empregos serão gerados em toda a cadeia de valor, desde os fornecedores de equipamentos náuticos aos operadores turísticos que promoverão a região. O projeto visa também promover o desenvolvimento sustentável, integrando soluções que minimizem o impacto ambiental. Isto inclui a gestão eficiente de resíduos, a instalação de pontos de recolha de águas sujas e óleos usados das embarcações, e a promoção de práticas de turismo responsável. A proximidade da Ria de Alvor impõe uma responsabilidade acrescida em termos de conservação da biodiversidade, o que levou a autarquia a garantir que todas as intervenções serão realizadas com o máximo respeito pelos ecossistemas locais e em conformidade com as diretivas ambientais em vigor.

Desafios e Próximos Passos: Da Conceção à Execução

A concretização de um projeto desta envergadura não está isenta de desafios. O presidente Luís Encarnação sublinhou a complexidade inerente a iniciativas que envolvem múltiplas entidades e que se situam em áreas de grande sensibilidade ambiental.

Financiamento e parcerias estratégicas

Um dos principais desafios é assegurar o financiamento necessário para a totalidade do projeto. A Câmara Municipal de Lagoa está a explorar diversas fontes, incluindo fundos comunitários, nomeadamente os programas operacionais regionais e nacionais que apoiam o desenvolvimento costeiro e a economia azul. Paralelamente, procura-se atrair investimento privado através de parcerias estratégicas. A colaboração entre o setor público e o privado é fundamental para garantir a sustentabilidade financeira e a eficiência na gestão da futura marina. A autarquia tem mantido contactos com potenciais investidores e operadores turísticos interessados em participar ativamente na dinamização da Boca do Rio.

Considerações ambientais e licenciamento

O processo de licenciamento é outro ponto crítico. Por se localizar numa área com elevadas preocupações ambientais, dada a proximidade da Ria de Alvor, o projeto estará sujeito a rigorosas avaliações de impacto ambiental. A Câmara Municipal está empenhada em cumprir todas as exigências legais e em trabalhar de perto com as autoridades ambientais, como a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), para garantir que a reativação da marina seja efetuada de forma responsável e sustentável. Este compromisso com a proteção ambiental é uma condição fundamental para o sucesso e aceitação pública do projeto.

A Visão do Presidente Luís Encarnação para o Concelho

A reativação da marina da Boca do Rio insere-se numa visão mais ampla do presidente Luís Encarnação para o concelho de Lagoa. O autarca tem defendido uma estratégia de desenvolvimento que equilibra a inovação e o progresso com a preservação do património natural e cultural. A aposta na economia azul, no turismo de qualidade e na melhoria da qualidade de vida dos residentes são pilares desta visão.

Integrando a marina numa estratégia de desenvolvimento abrangente

A marina não será um projeto isolado. A ideia é que se integre numa rede de infraestruturas e serviços que potenciem o concelho de Lagoa como um destino multifacetado. Projetos de requalificação urbana nas localidades costeiras, a valorização dos trilhos e percursos pedestres da região, e a promoção da gastronomia e dos produtos locais, são exemplos de iniciativas complementares que, em conjunto com a marina, contribuirão para uma oferta turística mais rica e diversificada. A ambição é que a Boca do Rio se torne um exemplo de como é possível desenvolver economicamente uma região costeira, mantendo um profundo respeito pelo ambiente e pelas comunidades locais, promovendo um crescimento sustentável e inclusivo para todos os habitantes e visitantes de Lagoa.

Conclusão

A reativação da marina da Boca do Rio, na Mexilhoeira da Carregação, representa uma iniciativa estratégica e ambiciosa para o concelho de Lagoa. Sob a liderança do presidente Luís Encarnação, este projeto visa não só revitalizar uma infraestrutura com potencial adormecido, mas também impulsionar a economia local, reforçar o turismo náutico e promover um desenvolvimento sustentável. Embora existam desafios inerentes ao financiamento e ao licenciamento ambiental, o compromisso da autarquia em criar uma marina moderna, funcional e respeitadora do ambiente é inabalável. A concretização deste empreendimento será, sem dúvida, um marco significativo que contribuirá para a valorização de Lagoa como um destino de excelência e um modelo de gestão costeira responsável.

FAQ

Qual o principal objetivo da reativação da marina da Boca do Rio?
O principal objetivo é revitalizar a infraestrutura existente para dinamizar a economia local, promover o turismo náutico e oferecer melhores condições de apoio à pesca e recreio, sempre com foco na sustentabilidade ambiental.

Que tipo de embarcações poderá a marina acolher após a reativação?
A marina será otimizada para acolher uma variedade de embarcações, desde pequenos barcos de pesca artesanal a embarcações de recreio de médio porte, com melhorias nas capacidades de amarração e serviços de apoio.

Qual o prazo previsto para a conclusão das obras de reativação?
Ainda não há um prazo definitivo, pois o projeto está dependente do processo de licenciamento ambiental e da garantia de financiamento. No entanto, a Câmara Municipal de Lagoa espera que as obras possam arrancar nos próximos dois a três anos, com uma duração estimada de 18 a 24 meses após o início.

Como serão geradas novas oportunidades de emprego com este projeto?
A marina criará empregos diretos na sua gestão e operação, e indiretos em setores como restauração, alojamento, comércio, serviços de manutenção naval e atividades turísticas relacionadas com o mar.

Acompanhe de perto os desenvolvimentos deste projeto transformador para o concelho de Lagoa e partilhe a sua opinião sobre o futuro da nossa costa.

Fonte: https://www.theportugalnews.com

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