Líderes europeus manifestaram reservas relativamente ao plano de paz de 28 pontos proposto pelos Estados Unidos para resolver o conflito na Ucrânia, classificando-o como um rascunho e sublinhando que ainda está longe de representar um acordo final. A iniciativa, que visa estabelecer um ponto final na guerra, tem gerado debate e divergências na comunidade internacional.
O plano surge num momento de crescente tensão, com relatos de pressão significativa sobre Kiev para aceitar ou rejeitar os termos do acordo até quinta-feira. A urgência imposta ao processo negocial tem levantado preocupações sobre a capacidade da Ucrânia de avaliar completamente as implicações do plano e defender os seus interesses de forma adequada.
Volodymyr Zelenskyy, Presidente da Ucrânia, alertou que o país pode enfrentar um dilema difícil, correndo o risco de “perder a dignidade ou um aliado fundamental” caso a situação não seja gerida com cautela. As declarações do presidente ucraniano refletem a complexidade do momento e a delicada posição em que a Ucrânia se encontra, dividida entre a necessidade de encontrar uma solução para o conflito e a preservação da sua soberania e alianças estratégicas.
A reação europeia ao plano de paz destaca a importância de um envolvimento mais amplo e inclusivo no processo negocial. Os líderes europeus defendem que qualquer acordo duradouro deve ter em conta os interesses e preocupações de todas as partes envolvidas, incluindo a Ucrânia, e respeitar os princípios do direito internacional.
A relutância europeia em aceitar o plano dos EUA como um acordo definitivo sublinha a necessidade de um debate mais aprofundado e de negociações mais amplas para alcançar uma solução justa e sustentável para o conflito na Ucrânia. A situação permanece fluida e o futuro do processo de paz é incerto, dependendo da capacidade de todas as partes envolvidas de encontrar um terreno comum e comprometer-se com um diálogo construtivo.