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Los Angeles enfrenta o Natal mais chuvoso em 54 anos com dois

Por Portugal 24 Horas

Um sistema meteorológico sem precedentes transformou o Natal em Los Angeles este ano numa experiência de proporções históricas, com a cidade a registar o seu dia 25 de dezembro mais chuvoso em 54 anos. As intensas precipitações, que caíram de forma persistente sobre a região, não só estabeleceram novos recordes pluviométricos como também trouxeram consigo consequências trágicas. Duas pessoas perderam a vida em incidentes relacionados com o mau tempo, e as autoridades foram forçadas a emitir ordens de evacuação em várias comunidades localizadas em zonas montanhosas, particularmente suscetíveis a deslizamentos de terras e inundações repentinas. A dimensão deste sistema meteorológico sublinha a crescente imprevisibilidade dos fenómenos climáticos e a vulnerabilidade de grandes centros urbanos como Los Angeles.

O sistema meteorológico e o Natal de recordes

O Natal de 2023 em Los Angeles ficará marcado na história meteorológica da Califórnia como um evento de exceção. Um poderoso sistema meteorológico, caracterizado por uma corrente atmosférica carregada de humidade, estacionou sobre a região, descarregando volumes de chuva que não se viam desde 1969. Este fenómeno meteorológico resultou numa precipitação acumulada que ultrapassou largamente as médias históricas para a quadra festiva, transformando as ruas da metrópole em rios e colocando à prova a sua infraestrutura de drenagem. A intensidade das chuvas foi tal que as estações meteorológicas registaram valores que superaram os 50 milímetros em apenas 24 horas em muitas áreas, com picos ainda mais elevados nas encostas das montanhas circundantes.

A intensidade das chuvas e os registos históricos

A última vez que Los Angeles experimentou um Natal tão molhado foi há mais de cinco décadas, um evento que, na altura, também causou perturbações significativas. A precipitação registada em 2023 excedeu em várias vezes a média de dezembro para a região, historicamente conhecida pelo seu clima mediterrânico, com invernos amenos e relativamente secos. Os meteorologistas apontam para a combinação de um rio atmosférico persistente e um sistema de baixa pressão que se manteve ativo sobre a costa oeste dos Estados Unidos, puxando humidade do Pacífico e descarregando-a sobre a Califórnia. Este cenário é particularmente preocupante numa região que tem sido fustigada por períodos de seca prolongada e incêndios florestais devastadores nos últimos anos, tornando o solo seco e sem vegetação mais suscetível a erosão e deslizamentos com chuvas intensas.

Fatores contribuintes para a catástrofe

Diversos fatores contribuíram para a severidade deste Natal chuvoso. A persistência do sistema de baixa pressão e a sua capacidade de extrair grandes quantidades de humidade do oceano foram cruciais. Adicionalmente, a topografia acidentada de Los Angeles, com as suas colinas e montanhas, desempenhou um papel significativo. Nestas áreas, o escoamento da água é naturalmente mais rápido e violento, aumentando o risco de inundações repentinas e deslizamentos de terras. A situação foi agravada pela presença de cicatrizes de incêndios florestais recentes em várias encostas. Estas áreas, despidas de vegetação, são incapazes de reter a água, transformando a chuva em torrentes de lama e detritos, que descem encosta abaixo com força destrutiva. A urbanização crescente e a impermeabilização dos solos em muitas zonas da cidade também contribuem para o rápido acumular de água à superfície, sobrecarregando os sistemas de drenagem.

Impacto humano e alerta nas montanhas

As consequências do sistema meteorológico foram trágicas, com a perda de vidas humanas e a necessidade de evacuar comunidades. A violência das chuvas e a rapidez com que a água e a lama se movimentaram surpreenderam muitos, especialmente aqueles que residem em áreas consideradas de maior risco. O número de mortos é um lembrete sombrio da força implacável da natureza e da importância de acatar os avisos e as ordens das autoridades.

As vítimas mortais e os perigos iminentes

Duas pessoas faleceram em incidentes separados, mas diretamente relacionados com o mau tempo. As circunstâncias das mortes apontam para a natureza multifacetada dos perigos representados por chuvas torrenciais. Embora os detalhes específicos sejam muitas vezes dolorosos e noticiados com sensibilidade, é comum que estas vítimas resultem de inundações rápidas, arrastamentos de veículos ou pessoas, ou de deslizamentos de terras que subitamente engolem habitações ou estradas. Estes eventos sublinham os perigos iminentes que surgem quando as condições meteorológicas extremas atingem áreas povoadas, desafiando a segurança dos cidadãos e a resiliência das infraestruturas. A fragilidade da vida humana perante a força da natureza é uma constante lembrança nestas situações.

Ordens de evacuação e a vulnerabilidade das áreas montanhosas

Em resposta à ameaça de deslizamentos de terras e inundações, as autoridades de Los Angeles emitiram ordens de evacuação para várias comunidades localizadas em zonas montanhosas, nomeadamente nas áreas de canyons e encostas que foram anteriormente afetadas por grandes incêndios. As áreas montanhosas são particularmente vulneráveis devido à inclinação do terreno e, como referido, à perda de vegetação que atua como barreira natural contra a erosão. Milhares de residentes foram aconselhados a deixar as suas casas por precaução, num esforço para evitar mais vítimas e facilitar as operações de resgate e limpeza. Estas ordens de evacuação, embora disruptivas para os planos festivos das famílias, são cruciais para a segurança pública e refletem a seriedade da ameaça. A resposta rápida e coordenada dos serviços de emergência foi fundamental para mitigar o número de fatalidades.

Resposta de emergência e desafios futuros

A resposta ao Natal chuvoso foi um teste à capacidade de Los Angeles e das comunidades circundantes de lidar com desastres naturais. Os serviços de emergência atuaram com rapidez para prestar socorro, resgatar pessoas em perigo e iniciar as operações de limpeza. Contudo, o evento também realça os desafios futuros que a região enfrenta em termos de adaptação às alterações climáticas e à crescente frequência de eventos extremos.

A mobilização de meios e a assistência à população

Logo após o início das chuvas mais intensas, uma vasta operação de emergência foi desencadeada. Bombeiros, equipas de busca e salvamento, e serviços de proteção civil foram mobilizados para as áreas mais afetadas. Foram realizados múltiplos resgates de pessoas presas em veículos inundados ou em casas ameaçadas por inundações e deslizamentos. Centros de abrigo temporários foram abertos para acolher os desalojados pelas evacuações. A assistência à população não se limitou ao resgate, estendendo-se ao apoio psicológico e à distribuição de bens essenciais. A coordenação entre as várias agências governamentais e voluntárias foi crucial para uma resposta eficaz face à escala da catástrofe.

Preparação para eventos climáticos extremos em Los Angeles

O Natal chuvoso de Los Angeles serve como um alerta contundente sobre a necessidade de reforçar a preparação e a resiliência face a eventos climáticos extremos. A cidade e o estado da Califórnia têm investido em projetos de infraestrutura para melhorar a drenagem e a gestão da água, mas a magnitude destes eventos sugere que serão necessários esforços ainda maiores. Isto inclui a revisão dos códigos de construção em áreas de risco, a implementação de sistemas de alerta precoce mais sofisticados, e a educação pública sobre os riscos de inundações e deslizamentos. A adaptação às alterações climáticas e a proteção das comunidades mais vulneráveis tornam-se prioridades inadiáveis para Los Angeles e para o mundo.

Balanço de um Natal atípico

O Natal de 2023 em Los Angeles será recordado como um período de profunda incerteza e tragédia, impulsionado por um sistema meteorológico que quebrou recordes de precipitação. As chuvas torrenciais trouxeram consigo a perda de duas vidas, obrigaram à evacuação de milhares de pessoas e causaram danos significativos. Este evento sublinha a vulnerabilidade das grandes metrópoles a fenómenos climáticos extremos e a imperatividade de uma estratégia robusta de adaptação e mitigação. A experiência deste ano realça a urgência de Los Angeles continuar a fortalecer as suas infraestruturas e os seus planos de resposta a emergências, garantindo que a segurança e o bem-estar dos seus cidadãos sejam sempre a principal prioridade perante um futuro climático cada vez mais imprevisível.

Perguntas frequentes

O que causou as chuvas recorde em Los Angeles?
As chuvas recorde foram causadas por um poderoso sistema meteorológico, provavelmente um rio atmosférico, que trouxe uma corrente contínua de humidade do Oceano Pacífico para a costa da Califórnia, combinada com um sistema de baixa pressão que se manteve estacionário sobre a região durante o período de Natal.

Quantas pessoas morreram devido ao sistema meteorológico?
Duas pessoas perderam a vida em Los Angeles devido a incidentes relacionados com as chuvas e as condições meteorológicas extremas, como inundações repentinas ou deslizamentos de terras.

Por que foram emitidos avisos de evacuação nas montanhas?
Os avisos e ordens de evacuação foram emitidos para comunidades em áreas montanhosas e canyons devido ao elevado risco de deslizamentos de terras e inundações repentinas. Estas áreas são particularmente vulneráveis, especialmente aquelas que foram recentemente afetadas por incêndios florestais e perderam a vegetação que ajuda a estabilizar o solo.

Quais as principais consequências a longo prazo para a região?
A longo prazo, as consequências podem incluir a necessidade de investimentos contínuos em infraestruturas de drenagem e prevenção de inundações, a revisão de planos de emergência e de códigos de construção. O evento também serve como um alerta para a adaptação às alterações climáticas e a gestão de riscos em áreas urbanas densamente povoadas.

Mantenha-se informado sobre os eventos climáticos e as ações das autoridades. A sua segurança e a da sua comunidade dependem da vigilância e da preparação.

Fonte: https://www.euronews.com

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