O metro de Pequim destaca-se como a maior rede do mundo, sublinhando a importância crucial dos sistemas de transporte no quotidiano das metrópoles. Com 24 linhas que se estendem por 807 quilómetros, este sistema de metropolitano transporta diariamente uma média de 8,5 milhões de passageiros, numa cidade com mais de 22 milhões de habitantes.
Inaugurado a 1 de outubro de 1969, o metro de Pequim representou um marco de modernização. Ao longo de meio século, consolidou-se como um elemento essencial da cidade, impulsionado por um crescimento acelerado após o ano 2000, alimentado pelo desenvolvimento económico e pelos Jogos Olímpicos de 2008.
A ambição da cidade não se detém aqui. Os planos urbanos preveem expandir a rede para além dos 1.000 quilómetros ainda nesta década, consolidando o seu estatuto de referência global no transporte público. Apesar desta expansão, a rede enfrenta ainda desafios com a elevada afluência diária.
Xangai acompanha de perto o crescimento de Pequim. A sua rede, com 802 quilómetros e 506 estações, é reconhecida pela sua tecnologia avançada e expansão contínua desde a sua inauguração em 1993. A expansão constante do metro tornou-se um motivo de orgulho entre os habitantes.
Outras cidades chinesas também integram este panorama de crescimento. Cantão, com 621 quilómetros, ambiciona atingir os mil quilómetros até 2028. Cidades como Nanjing e Wuhan seguem a mesma trajetória de expansão acelerada. Seul, na Coreia do Sul, com 335 quilómetros, destaca-se pela sua eficiência.
Embora já não liderem em tamanho, os sistemas de metropolitano mais antigos mantêm a sua relevância cultural. Londres, o primeiro metro do mundo, inaugurado em 1863, continua a ser um símbolo britânico. Os seus 408 quilómetros de linhas e o icónico aviso “Mind the gap” fazem parte da identidade da cidade.
Nova Iorque oferece um cenário contrastante. Com mais de mil quilómetros de vias e quase 500 estações, é um dos maiores sistemas existentes, conhecido pelo seu ambiente caótico e comboios expressos.
Na Europa continental, o metro de Paris mantém a sua reputação de eficiência. Inaugurado em 1900 e famoso pelo seu estilo art nouveau, cobre 228 quilómetros e garante que a maioria dos residentes vive a menos de 500 metros de uma estação. Madrid, com um crescimento desde 1919, possui agora 293 quilómetros e 301 estações.
Moscovo destaca-se pela sua estética. Conhecido como um “palácio subterrâneo”, impressiona pelas suas 14 linhas decoradas com candelabros, murais e elementos de inspiração soviética.
A dimensão da rede de Pequim implica que as transferências entre linhas podem demorar mais de meia hora.
Fonte: postal.pt