A segurança dos cidadãos portugueses residentes ou em trânsito no Irão e noutros países do Médio Oriente tornou-se uma prioridade máxima para o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE). Numa comunicação urgente emitida no sábado, 28 de fevereiro de 2026, o MNE delineou um conjunto de recomendações críticas face a uma escalada militar sem precedentes na região. Este agravamento súbito da situação de segurança, desencadeado por ataques atribuídos aos Estados Unidos e Israel contra alvos no Irão, e a subsequente resposta de Teerão com o lançamento de mísseis e drones contra interesses norte-americanos e nações vizinhas, exige a máxima cautela e a adesão estrita às orientações das autoridades locais. O MNE sublinha a importância de os cidadãos manterem-se em casa ou em locais seguros e de contactarem de imediato as representações diplomáticas portuguesas em caso de emergência. A situação é acompanhada “ao minuto” por Lisboa, com o objetivo de salvaguardar a integridade e bem-estar de todos os portugueses afetados.
As recomendações cruciais do Ministério dos Negócios Estrangeiros
Prioridade à segurança e comunicação essencial
Face à volátil escalada militar que se regista no Médio Oriente, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal emitiu, no passado sábado, diretrizes explícitas para todos os cidadãos portugueses presentes no Irão e nas nações circundantes. A principal recomendação é a de que se evitem deslocações não essenciais, devendo os indivíduos permanecer em casa ou em locais abrigados, seguindo rigorosamente as informações transmitidas pelas autoridades locais e pela rede diplomática portuguesa. A urgência destas medidas é justificada pela deterioração rápida do cenário de segurança, que pode implicar restrições de circulação, alterações súbitas nos serviços e a necessidade de procurar abrigo.
Em situações de emergência ou necessidade especial – sejam elas médicas, dificuldades de deslocação, problemas de comunicação ou risco iminente – o MNE aconselha o contacto imediato com a embaixada ou consulado competente. Para além disso, o Gabinete de Emergência Consular mantém-se operacional para prestar apoio e orientação. Um porta-voz do ministério confirmou que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e a sua equipa estavam, desde as primeiras horas do dia 28 de fevereiro, a coordenar esforços com os embaixadores portugueses na região. O objetivo primordial é acompanhar a evolução dos acontecimentos e articular respostas eficazes que garantam a proteção e o bem-estar dos cidadãos nacionais. A prioridade máxima do governo português, reiterou o MNE numa comunicação pública, é assegurar a segurança de todos os portugueses na área de risco, acompanhando os desenvolvimentos “ao minuto”.
O cenário de risco no Médio Oriente
Agravamento da segurança e impacto na região
A escalada militar descrita pelos relatos noticiosos aponta para um agravamento substancial e acelerado do risco de segurança em toda a região. Os impactos podem ser amplos e variados, incluindo a emissão de alertas à população para que permaneça em abrigo, a imposição de condicionamentos severos à circulação de pessoas e bens, e alterações súbitas e imprevisíveis no funcionamento de serviços essenciais. A situação é caracterizada por uma elevada incerteza e pela possibilidade de desdobramentos rápidos, tornando fundamental uma vigilância constante e a adesão às orientações oficiais.
Há referências crescentes a incidentes, incluindo a interceção de mísseis e o registo de ocorrências em diferentes pontos do Golfo Pérsico. Estes eventos aumentam significativamente a probabilidade de serem implementadas restrições adicionais. Tais medidas podem incluir perturbações generalizadas no tráfego aéreo, afetando voos comerciais e, consequentemente, as possibilidades de entrada e saída da região. Adicionalmente, são expectáveis entraves às deslocações terrestres entre cidades e países, com implicações sérias para quem necessita de se mover por razões pessoais ou profissionais. Neste contexto de elevada tensão, as autoridades portuguesas reforçam vigorosamente a necessidade imperiosa de seguir todas as instruções locais e de evitar qualquer tipo de “rotina” que possa expor os cidadãos a riscos desnecessários, especialmente em períodos de maior imprevisibilidade.
Contexto dos confrontos e as suas consequências
A escalada de tensão que motivou o alerta do MNE tem raízes em ações militares concretas. No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos da América e Israel terão iniciado uma série de ataques contra alvos no Irão, numa ação que rapidamente precipitou uma retaliação por parte de Teerão. Em resposta, o Irão procedeu ao lançamento de mísseis e drones, visando alvos que se presume estarem associados aos interesses norte-americanos na região, bem como em países vizinhos. Este ciclo de agressão e contra-agressão elevou dramaticamente o nível de perigo, transformando o Médio Oriente num palco de confrontos com potencial para desestabilizar ainda mais a já frágil arquitetura de segurança regional. A natureza dos ataques e das retaliações, envolvendo múltiplos atores e geografias, ilustra a complexidade da crise e o risco iminente para a vida civil e para as infraestruturas, justificando plenamente as severas advertências e recomendações emitidas pelo governo português aos seus cidadãos.
Medidas práticas para cidadãos em solo estrangeiro
Preparação e vigilância constante
Para os cidadãos portugueses que se encontram atualmente na região do Irão e do Médio Oriente, a adoção de medidas preventivas e a manutenção de uma vigilância constante são agora mais cruciais do que nunca. A recomendação mais imediata e essencial é a de se manterem informados através de canais oficiais fidedignos, evitando a propagação de desinformação e pânico. É vital ter o telemóvel sempre carregado e com bateria suficiente para qualquer eventualidade, e manter à mão uma lista de contactos úteis, incluindo os números da embaixada ou consulado português mais próximo, bem como os do Gabinete de Emergência Consular. Para além disso, é prudente preparar um kit básico de segurança doméstica. Este kit deve incluir reservas de água potável, alimentos não perecíveis suficientes para alguns dias, e os medicamentos essenciais que possam ser necessários, garantindo uma autonomia mínima em caso de restrições de movimento ou interrupção de serviços. Estas precauções elementares podem fazer uma diferença significativa na capacidade de resposta individual e familiar perante uma emergência.
Deslocações e trânsito na região
Para aqueles que se encontram em trânsito pela região, que têm viagens marcadas para os próximos dias, ou que necessitam de atravessar fronteiras, a prudência é um imperativo absoluto. Antes de qualquer deslocação, é fundamental confirmar previamente possíveis restrições impostas pelas autoridades locais ou devido à situação de segurança. Avaliar alternativas de rota ou de meio de transporte pode ser uma estratégia inteligente, dado que a evolução dos acontecimentos pode ser rápida e ter um impacto direto e imprevisível nos transportes aéreos e terrestres. O MNE mantém um acompanhamento ininterrupto da situação e uma articulação constante com toda a sua rede diplomática. A fase atual é descrita como decisiva, com as próximas horas e dias a serem cruciais para determinar se a escalada de tensão militar se prolongará ou se, pelo contrário, se abrirá espaço para a implementação de medidas de desanuviamento e estabilização. A vigilância e a flexibilidade nas decisões de viagem são, portanto, elementos-chave para a segurança de todos os portugueses.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros reitera, assim, o apelo à máxima cautela e ao cumprimento rigoroso de todas as orientações emitidas, sublinhando que a segurança dos cidadãos nacionais é a prioridade inabalável do governo português neste período crítico.
Fonte: https://postal.pt