No Brasil sobe para 132 o número de mortos na megaoperação policial no Rio de Janeiro

No Complexo de Favelas da Penha, zona norte do Rio de Janeiro, subiu para 132, segundo dados oficiais divulgados pelas autoridades brasileiras.

Durante a madrugada de quarta-feira, moradores encontraram dezenas de corpos espalhados pelas ruas e, num ato de desespero, alinharam-nos na Praça São Lucas, junto à Estrada José Rucas, no coração de uma das comunidades mais populosas da cidade. A Defensoria Pública do Rio de Janeiro confirmou que pelo menos 89 cadáveres foram localizados nas primeiras horas do dia.


A operação mais letal da história recente do estado

A megaoperação, que envolveu cerca de 2.500 agentes das forças de segurança, é considerada a mais violenta e mortal já registada no estado do Rio de Janeiro. A ação tinha como objetivo capturar líderes do grupo criminoso Comando Vermelho, responsável por grande parte do tráfico de droga e armamento pesado na região.

Para isso, a polícia utilizou centenas de viaturas, incluindo mais de 100 blindados, além de helicópteros e armamento militar.
Do lado oposto, os criminosos reagiram com bombas, granadas e drones adaptados para ataques aéreos, além de barricadas e emboscadas em vários bairros vizinhos, numa tentativa de desviar a atenção das forças policiais.


População em pânico e clima de medo

A ofensiva transformou o Complexo da Penha num cenário de guerra, com moradores reféns dentro das próprias casas e tiroteios intensos durante várias horas.
Relatos locais indicam que crianças e idosos ficaram presos em escolas e igrejas enquanto as forças de segurança avançavam pelas ruas estreitas da favela.

Na manhã seguinte, o Rio de Janeiro amanheceu em tensão, mas sem novos confrontos registados. Ainda assim, o clima é de luto e indignação, com denúncias de execuções sumárias e abusos policiais a serem apuradas por órgãos de investigação independentes.

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