A oposição na Tanzânia acusa o governo de estar a reprimir violentamente os protestos que eclodiram após as eleições de 29 de outubro de 2025, denunciando um balanço trágico de cerca de 700 mortos em todo o país. Segundo os partidos opositores, as manifestações começaram depois de denúncias de fraude eleitoral e perseguição a candidatos que contestavam os resultados oficiais.
Em contrapartida, o governo tanzaniano rejeita as acusações, afirmando que apenas duas pessoas perderam a vida e classificando os confrontos como “incidentes isolados”. A presidente Samia Suluhu Hassan é acusada pela oposição de manipular o processo eleitoral e de utilizar as forças de segurança para silenciar vozes dissidentes.
Relatos locais e de organizações de direitos humanos indicam prisões arbitrárias de líderes políticos, toques de recolher em várias regiões e bloqueios de acesso à internet, medidas que têm limitado a circulação de informações no país.
A comunidade internacional acompanha o desenrolar dos acontecimentos com preocupação, enquanto cresce a pressão para uma investigação independente sobre a violência eleitoral e para a restauração das liberdades civis na Tanzânia.
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