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Pensionista Espanhola Afogada em Dívidas Com Reforma de 800 Euros

Por Portugal 24 Horas

O endividamento crescente entre pensionistas, muitas vezes resultado de despesas de saúde inesperadas ou de créditos acumulados ao longo dos anos, tem gerado preocupação. A questão do sobre-endividamento na terceira idade ganhou destaque após um caso divulgado num programa de televisão espanhol, onde uma reformada partilhou as suas dificuldades em cumprir os pagamentos mensais com uma pensão de 800 euros.

Joana Regidor, a pensionista em questão, revelou ter uma dívida de aproximadamente 20 mil euros, correspondente a um empréstimo que deverá liquidar num prazo de um ano e meio. A reforma reduzida, combinada com as despesas fixas da casa e as necessidades básicas, torna impossível para Joana chegar ao final do mês. A esta situação somou-se um tratamento dentário urgente, que agravou ainda mais a sua situação financeira.

A história de Joana foi partilhada no programa “Y ahora Sonsoles”, da Antena 3. Além do empréstimo principal, ela precisou contrair um segundo empréstimo de 6 mil euros para tratar dos seus problemas dentários. Depois de ter deixado de trabalhar devido a doença, Joana passou a receber uma pensão mais baixa, o que tornou impossível cobrir todas as despesas. Metade da sua reforma é destinada ao pagamento do crédito, deixando-a com apenas cerca de 400 euros para todas as suas despesas mensais.

Durante a entrevista, Joana explicou que o empréstimo de 20 mil euros foi solicitado para realizar obras num apartamento antigo que pertencia aos seus pais. As obras incluíram a demolição de uma parede e a renovação geral da casa.

Este empréstimo apresenta uma taxa de juro de 7 por cento, que, segundo o economista Rubén de Gracia, não é particularmente elevada, dependendo do prazo contratado. No caso de Joana, o crédito foi fixado num período de dez anos, com um valor inicial de 19.672 euros, acrescido de despesas associadas. Atualmente, restam pouco mais de cinco mil euros para pagar.

O economista salientou a importância de não ultrapassar os 30 a 40 por cento do rendimento mensal ao assumir um empréstimo, explicando que um crédito desproporcionado pode comprometer a estabilidade financeira futura. Joana argumentou que, quando solicitou o crédito, ainda estava a trabalhar e tinha rendimentos mais elevados.

O caso de Joana Regidor ilustra a vulnerabilidade financeira em que muitos pensionistas se encontram quando enfrentam despesas inesperadas, especialmente relacionadas com saúde ou obras urgentes na habitação. As dificuldades são exacerbadas quando os rendimentos diminuem após a reforma, levando a situações de sobre-endividamento difíceis de reverter sem apoio especializado.

Fonte: postal.pt

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