A economia da Zona Euro registou um desempenho melhor do que o esperado no terceiro trimestre de 2025, com o Produto Interno Bruto (PIB) a crescer 0,3% face ao trimestre anterior, contrariando as projeções mais moderadas de vários analistas. Entre os países do bloco, Portugal destacou-se como o que mais cresceu, impulsionado pelos setores do turismo, exportações e construção.
De acordo com dados preliminares divulgados por institutos estatísticos europeus, o crescimento português ultrapassou a média comunitária, refletindo uma maior resiliência do mercado de trabalho e da procura interna, apesar da desaceleração económica em parceiros comerciais como a Alemanha e a França.
A inflação em queda e o alívio das taxas de juro contribuíram para dinamizar o consumo e o investimento, fatores que, segundo economistas, ajudaram Portugal a consolidar o ritmo de expansão após um início de ano marcado pela estagnação. “O país tem mostrado uma capacidade notável de adaptação estrutural e diversificação económica”, apontou um analista europeu.
No conjunto da Zona Euro, o desempenho positivo reduziu o risco de recessão técnica e reforçou a confiança dos mercados, levando o Banco Central Europeu a sinalizar que poderá manter uma política monetária estável até ao final do ano.
Mesmo assim, o crescimento permanece desigual entre os Estados-membros, com várias economias do centro e norte da Europa a enfrentarem pressões industriais e energéticas, enquanto o sul europeu, liderado por Portugal e Espanha, apresenta maior vitalidade e dinamismo económico.
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