Pinguins de Magalhães Regressam ao Oceanário de Lisboa Após Renovação

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O Oceanário de Lisboa reabriu as portas do renovado habitat dos pinguins de Magalhães, o “Oceano do Sul”, após intensas obras de remodelação. A complexa operação envolveu uma equipa internacional de 136 especialistas de 12 nacionalidades e demorou cerca de um ano a ser concluída. O objetivo principal foi recriar, de forma autêntica, o ambiente natural destas aves marinhas, assegurando os mais elevados padrões de bem-estar animal.

O novo espaço pretende simular as zonas costeiras subantárticas, caracterizadas por um clima frio, mas menos rigoroso do que o da Antártida. A renovação incluiu a instalação de rochas, cascatas, gelo, estalactites e uma área para os pinguins nadarem, com simulação de ondas de maré. Foram ainda ampliadas as áreas terrestres e aquáticas, e criados novos estímulos para favorecer o comportamento natural da espécie.

O habitat renovado acolhe 29 pinguins de Magalhães e 12 andorinhas-do-mar-inca. Os visitantes terão a oportunidade de observar os pinguins mais de perto, inclusive mergulhando, a partir de um piso inferior que oferece uma vista para o tanque principal, onde coabitam com tubarões, peixes e outras espécies marinhas.

Durante os dez meses de obras, os animais permaneceram numa instalação provisória, garantindo a continuidade dos seus cuidados. A requalificação envolveu cerca de 50 entidades, lideradas pelo Oceanário de Lisboa. Na construção, foram utilizadas 200 toneladas de cimento, 5280 sacos de betão e 1530 metros quadrados de rede. Técnicas inovadoras, que imitam os processos naturais, foram empregues para esculpir o cenário do habitat, recorrendo ao ar e à água.

O projeto contou com a participação dos arquitetos Ginette Castro e Michael Oleksak, que integraram a equipa de Peter Chermayeff, autor do conceito original do Oceanário. A JDC Faux Rock Creations, empresa reconhecida internacionalmente, foi responsável pela cenografia e decoração artificial, criando ambientes realistas.

Os pinguins regressaram ao Oceanário em finais de agosto, num processo faseado, começando pelos mais velhos e terminando com os mais novos. O momento foi marcado pela presença de todos os funcionários e pela alegria dos animais, que vocalizaram, comeram bem e exploraram os novos espaços, demonstrando satisfação com o seu renovado lar. O Oceanário espera que o “Oceano do Sul” proporcione aos visitantes um encontro inesquecível com os pinguins, incentivando a conservação e o conhecimento destas fascinantes aves marinhas.

Fonte: www.tempo.pt

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