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Portugal sob aviso: mau tempo prolonga-se com chuva, vento e neve

Por Portugal 24 Horas

Portugal iniciou o mês de fevereiro sob a égide de um clima adverso, um cenário que se prevê manter-se até ao próximo domingo, dia 8, com particular intensidade em várias regiões do continente e arquipélagos. A persistência de chuva, vento forte e agitação marítima tem levado à emissão de múltiplos avisos meteorológicos, abrangendo grande parte do território nacional. As condições meteorológicas desfavoráveis são uma constante, impactando desde a navegação costeira até às atividades terrestres, com especial atenção para os distritos onde a neve se faz sentir. A população é aconselhada a manter-se informada e a tomar as devidas precauções face à severidade dos fenómenos esperados, que incluem rajadas de vento próximas dos 100 km/h e precipitação contínua.

Aviso meteorológico em vigor: Portugal sob alerta laranja e amarelo


Regiões afetadas e fenómenos de risco


O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) tem mantido uma vasta área do território português sob aviso meteorológico devido à intensidade das condições atmosféricas. Entre os dias 3 e 8 de fevereiro, a persistência de chuva, vento e agitação marítima, juntamente com a queda de neve em altitudes mais elevadas, ditou a emissão de alertas que variam entre o laranja e o amarelo. Toda a costa continental portuguesa esteve, por exemplo, sob aviso laranja até à meia-noite do dia 4 de fevereiro, um indicativo da seriedade da situação.

A neve tem sido um dos fenómenos mais notórios em certas áreas. Cinco distritos – Viana do Castelo, Braga, Porto, Guarda e Castelo Branco – estiveram sob aviso laranja para queda de neve até às 21h do dia 3 de fevereiro. Bragança também foi abrangida por um aviso amarelo para neve no mesmo período. Estas condições não só trazem os habituais constrangimentos na circulação rodoviária, como também exigem uma preparação acrescida por parte das populações e serviços de emergência.

Além da neve, a chuva e o vento têm sido extensivos. Vários distritos encontram-se sob aviso amarelo para estes fenómenos. Para o vento, Leiria e Lisboa viram os seus avisos prolongar-se até às 3h da manhã do dia 4, enquanto Setúbal esteve sob alerta até às 6h. Mais a sul, Beja e Faro enfrentaram avisos de vento até às 18h do mesmo dia. No que concerne à precipitação, Lisboa, Santarém, Évora, Setúbal, Beja e Faro foram cobertos por avisos amarelos em vigor desde as 18h do dia 3. A maioria destes alertas manteve-se até às 6h da manhã do dia seguinte, com Beja a ter o aviso ativo até à meia-noite do dia 5 e Faro a prolongá-lo até às 15h do dia 4. Estas previsões sublinham a necessidade de precaução, dada a possibilidade de inundações e dificuldades de visibilidade.

A depressão Leonardo e a intensificação do estado do mar


Agitação marítima nos arquipélagos e no continente


A agitação marítima constitui um dos elementos mais perigosos deste período de mau tempo, afetando tanto os arquipélagos como o continente. Nos Açores, o Grupo Ocidental esteve sob aviso vermelho devido à agitação marítima extrema, resultado direto da passagem da depressão Leonardo, que foi batizada pela Delegação Regional dos Açores do IPMA. Esta depressão, caracterizada pela sua intensidade e vastidão, trouxe consigo condições de mar particularmente severas, com ondas que representam um risco elevado para a navegação e para as zonas costeiras. O restante arquipélago dos Açores manteve-se sob aviso laranja, pelo menos até às 9h do dia 5 de fevereiro, alertando para condições de mar muito agitado.

Após uma breve acalmia notada na quarta-feira, dia 4, no litoral Norte e Centro do continente, o mar voltou a ficar mais agitado na quinta-feira, dia 5. Esta intensificação do estado do mar deveu-se, em grande parte, aos efeitos da chegada da depressão Leonardo ao continente. Consequentemente, na Madeira e em Portugal Continental, os avisos amarelo e laranja para agitação marítima mantiveram-se até ao dia 5 de fevereiro, sendo posteriormente reforçados. As rajadas de vento associadas a esta depressão contribuem significativamente para o aumento da altura das ondas, tornando as áreas costeiras, as praias e os portos especialmente vulneráveis. A comunidade piscatória e a navegação em geral foram aconselhadas a redobrar a atenção e a evitar o mar sempre que possível.

Vento forte e a ameaça de rajadas intensas


Velocidade das rajadas e zonas mais vulneráveis


O vento tem sido um fator determinante no agravamento do estado do tempo, com previsões de rajadas que poderão atingir velocidades consideráveis. Durante as horas de quinta-feira, dia 5 de fevereiro, foi esperado um aumento significativo na velocidade das rajadas em praticamente todo o território continental. As regiões montanhosas do Norte de Portugal foram as mais suscetíveis a registar valores extremos, com rajadas que se aproximaram dos 100 km/h. Contudo, mesmo em zonas de menor altitude, foram esperados valores na ordem dos 60 a 70 km/h, o que ainda assim representa um risco considerável. Este vento forte, capaz de causar danos em infraestruturas e quedas de árvores, previu-se que persistisse até ao final do dia 5, perdendo alguma força nas últimas horas.

No entanto, a sexta-feira, dia 6, especialmente durante o período da tarde, trouxe uma nova intensificação do vento, embora ligeiramente menos expressiva que no dia anterior, com valores a rondar os 60 km/h. As horas da madrugada de sábado e as primeiras da manhã foram particularmente preocupantes para a região de Lisboa, onde as rajadas de vento poderiam novamente atingir os 100 km/h, um cenário que exigiu máxima atenção por parte dos residentes e autoridades. Felizmente, as previsões apontam para que nas horas seguintes e ao longo do dia de domingo, o vento perca progressivamente a sua intensidade, trazendo algum alívio. A combinação de vento forte com precipitação aumenta o risco de acidentes e a dificuldade na circulação.

Perspetivas de precipitação: sem tréguas à vista


Continuidade da chuva e queda de neve


Apesar do cansaço que a chuva persistente possa gerar e dos estragos que já possa ter provocado, as previsões indicam que esta deverá manter-se como uma constante no cenário meteorológico. A sexta-feira, dia 6, trouxe alguns intervalos na precipitação, especialmente na faixa interior do país, onde se puderam observar períodos mais secos. Contudo, a expectativa é que, durante a madrugada de sábado, dia 7, a chuva regresse e abranja todo o território, progredindo de Sudoeste para Nordeste, e trazendo vários períodos de chuva forte às regiões Centro e Sul. Para este dia, a queda de neve considerável é igualmente expectável nas regiões mais habituais do Norte e Centro do país.

A única “trégua” à vista para a precipitação poderá ocorrer na madrugada de domingo, dia 8, onde a chuva se deverá concentrar, de forma pouco expressiva, no litoral Norte e Centro. Contudo, esta acalmia será breve, dado que se espera que, a partir das últimas horas do dia de domingo, a precipitação regresse e volte a abranger todo o país. Olhando para uma perspetiva de longo prazo, as análises meteorológicas sugerem que a partir de 12 de fevereiro, poderão ocorrer alterações no jato polar, um sistema de ventos de altitude que influencia significativamente os padrões climáticos na Europa, cujos efeitos em Portugal ainda estão a ser monitorizados, mas que podem ditar novas mudanças no regime de precipitação e temperatura.

Perspetivas finais e precauções a tomar


O cenário meteorológico para os próximos dias em Portugal é de continuidade do mau tempo, com chuva persistente, vento forte e agitação marítima, além da queda de neve em certas regiões. A conjugação destes fenómenos exige atenção redobrada por parte de toda a população. É fundamental que as pessoas se mantenham atualizadas através dos avisos emitidos pelo IPMA e outras entidades competentes, sigam as recomendações da Proteção Civil e adotem comportamentos de autoproteção. Evitar deslocações desnecessárias, especialmente em zonas de risco de inundações ou quedas de árvores, assegurar a desobstrução de caleiras e sistemas de drenagem, e proteger bens em zonas baixas são medidas cruciais. A prudência é a melhor aliada face a estas condições adversas.

Perguntas frequentes (FAQ)


1. Qual a duração prevista para este período de mau tempo?
O período mais intenso de mau tempo, com chuva, vento e agitação marítima, prevê-se que se estenda até ao próximo domingo, dia 8 de fevereiro. Embora possa haver breves acalmias, a precipitação deverá ser uma constante.

2. Que regiões são mais afetadas pela agitação marítima?
A agitação marítima é um risco significativo para os Açores, onde o Grupo Ocidental esteve sob aviso vermelho devido à depressão Leonardo. No continente, todo o litoral está sob aviso, com intensificação esperada em áreas costeiras do Norte, Centro e Sul. A Madeira também se encontra sob aviso.

3. Há previsão de queda de neve significativa?
Sim, vários distritos no Norte e Centro, incluindo Viana do Castelo, Braga, Porto, Guarda, Castelo Branco e Bragança, têm estado sob aviso para queda de neve. Espera-se que a neve continue a cair consideravelmente nas regiões habituais do Norte e Centro no sábado, dia 7 de fevereiro.

4. Quando se espera uma melhoria nas condições meteorológicas?
Embora haja uma pequena “trégua” na chuva esperada para a madrugada de domingo no litoral Norte e Centro, o mau tempo deverá regressar no final desse dia. Uma mudança mais significativa nos padrões climáticos a longo prazo, com alterações no jato polar, poderá ocorrer a partir de 12 de fevereiro, mas os seus efeitos ainda estão a ser monitorizados.

Para informações mais detalhadas e atualizadas, consulte as previsões meteorológicas oficiais do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e siga as recomendações da Proteção Civil.

Fonte: https://www.tempo.pt

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