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Prémios Pfizer Galardoam Investigação Inovadora na Luta Contra o Cancro

Por Portugal 24 Horas

Os Prémios Pfizer, uma das mais antigas distinções científicas em Portugal, celebraram mais uma edição, premiando dois trabalhos de investigação notáveis no campo das ciências da saúde. A iniciativa, com um valor total de 60 mil euros, distingue anualmente estudos desenvolvidos em instituições portuguesas, abrangendo tanto a investigação básica quanto a investigação clínica. A farmacêutica Pfizer financia os prémios, enquanto a Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa é responsável pela seleção do júri que avalia as candidaturas.

Na categoria de investigação clínica, o prémio foi atribuído a Rita Fior pelo desenvolvimento de um teste inovador que utiliza modelos derivados do peixe-zebra. Este teste tem como objetivo prever, com elevada precisão, a resposta de pacientes com cancro colorretal aos diversos tratamentos disponíveis. A bióloga criou um método onde pequenas amostras de tecido tumoral, retiradas de cada paciente, são implantadas em embriões transparentes de peixe-zebra. Estes modelos reproduzem a evolução do tumor e a sua reação a diferentes terapias. Um estudo clínico, realizado com 55 doentes com cancro colorretal, demonstrou que o método alcançou uma taxa de precisão de aproximadamente 90%. Este avanço oferece aos oncologistas uma nova ferramenta para auxiliar na tomada de decisões médicas, evitando terapias ineficazes ou com efeitos adversos desnecessários.

Já na categoria de investigação básica, o prémio foi entregue a Henrique Veiga-Fernandes, imunologista cujo trabalho demonstrou, pela primeira vez, a existência de um circuito nervoso-imunitário-hormonal que regula a produção de energia e a manutenção dos níveis de glicose no sangue. A investigação, que utilizou ratinhos como modelo, revelou que, em períodos de jejum ou de maior exigência energética, um tipo específico de células imunitárias, conhecidas como ILC2 (células linfoides inatas tipo 2), migra do intestino para o pâncreas. Este processo estimula a libertação da hormona glucagon, que sinaliza ao fígado para gerar glicose a partir de reservas internas, assegurando o fornecimento contínuo de energia às células do corpo. Esta descoberta inovadora abre caminho para o desenvolvimento de novas terapias para doenças como o cancro, a diabetes e a obesidade. Veiga-Fernandes demonstrou que o sistema imunitário não se limita a combater infeções, mas também desempenha um papel crucial na regulação dos níveis de açúcar no sangue.

Fonte: www.noticiasaominuto.com

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