A mais recente análise às intenções de voto para o duelo decisivo de 8 de fevereiro coloca António José Seguro numa posição confortável. Contudo, a dinâmica de subida de André Ventura poderá encurtar a distância nas próximas semanas.
Por: Redação de Política
Portugal prepara-se para uma segunda volta inédita nas eleições presidenciais, com António José Seguro e André Ventura a medirem forças após os resultados da primeira volta. De acordo com os dados analisados pelo Expresso, Seguro surge como o claro favorito à sucessão em Belém, mas o cenário está longe de estar cristalizado.
A Vantagem de Seguro: Estabilidade e Unidade
António José Seguro, que consolidou a sua posição como o candidato mais votado na primeira volta (com cerca de 31%), beneficia de uma “vantagem clara” nas simulações para o confronto direto. O antigo líder socialista parece estar a captar com eficácia o eleitorado moderado e os votos que, na primeira volta, se dispersaram por candidatos como Marques Mendes ou Cotrim Figueiredo.
Para os analistas, a imagem de ponderação e o perfil institucional de Seguro são os seus maiores trunfos junto de uma fatia do eleitorado que procura estabilidade após um período de intensa polarização política.
O “Efeito Ventura”: Uma Subida que não Dá Sinais de Travar
Se Seguro lidera nos números absolutos, André Ventura domina na dinâmica de crescimento. O líder do Chega conseguiu garantir o seu lugar na segunda volta com um resultado expressivo (acima dos 23%), confirmando a tendência de subida que as sondagens já vinham a detetar na reta final da primeira volta.
O artigo do Expresso sublinha que Ventura “tem crescido – e pode subir mais”. Esta subida é alimentada por uma mobilização sem precedentes nas franjas mais descontentes do eleitorado e pela capacidade do candidato em ditar a agenda mediática. O desafio de Ventura será agora romper o “teto de vidro” e atrair eleitores que, embora críticos do sistema, ainda hesitam perante o seu estilo disruptivo.
Três Semanas Decisivas
Com a segunda volta agendada para o próximo dia 8 de fevereiro, a campanha entra agora numa fase de “tudo ou nada”. A estratégia de António José Seguro passará por apresentar-se como o “Presidente de todos os portugueses”, tentando isolar o adversário. Por outro lado, Ventura deverá apostar na diabolização do sistema político tradicional, do qual Seguro é visto como um representante clássico.
As próximas semanas de debates diretos e ações de rua serão cruciais para determinar se a vantagem de Seguro é, de facto, intransponível, ou se a onda de crescimento de Ventura tem fôlego suficiente para provocar uma reviravolta histórica na política nacional.