Previsões para o Inverno 2025/2026 em Portugal: Chuva e Frio a Caminho?

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Com o início do inverno climatológico a 1 de dezembro, as atenções viram-se para as previsões sazonais. Um modelo de referência europeu atualizou as suas tendências para o próximo trimestre, antecipando possíveis cenários de frio, precipitação e neve em Portugal.

O inverno climatológico, compreendido entre dezembro e o final de fevereiro, é tradicionalmente a época mais fria do ano. Em grande parte do território português, tanto continental como insular, esta é também a estação mais chuvosa. Contudo, dados climatológicos recentes indicam uma diminuição da diferença entre a precipitação do inverno e do outono no continente. Nos Açores e na Madeira, verifica-se uma variabilidade anual significativa, com anos em que o outono regista mais pluviosidade do que o inverno.

Durante o inverno, Portugal pode ser palco de diversas condições meteorológicas. As calmarias anticiclónicas trazem dias com grandes amplitudes térmicas, sol, geadas e, por vezes, poluição. Os fluxos de oeste, por outro lado, são sinónimo da passagem de depressões e frentes atlânticas. Menos frequentes são as grandes entradas de ar frio, de origem polar marítima ou continental, e a passagem de depressões isoladas em altitude.

As primeiras indicações do modelo apontam para que, no próximo trimestre, a precipitação possa ser superior à média em algumas zonas do interior Norte e Centro, no Barlavento Algarvio e no arquipélago da Madeira. É importante salientar que estas são apenas tendências gerais para um período alargado, pelo que a sua fiabilidade é limitada. Para o restante território nacional, não se antevê atualmente uma tendência significativa, mas esta situação poderá vir a alterar-se.

O modelo europeu sugere a possível formação frequente de bloqueios atmosféricos entre a Europa Central e a Escandinávia, o que forçaria as depressões e as massas de ar frio a circular pelo sul das altas pressões. Este cenário não implica uma constância ao longo dos três meses, sendo expectável a ocorrência de frentes atlânticas e outros padrões meteorológicos, como massas de ar polar impulsionadas pelos ventos de norte ou advecções provenientes do quadrante sul.

No que respeita às temperaturas, é provável que estas se situem acima da média trimestral em todo o país, com maior probabilidade no Algarve e nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. Esta tendência poderá estender-se ao resto da Europa, embora com maior incerteza em algumas regiões do centro do continente.

Neste momento, é impossível prever se o inverno 2025/2026 trará ou não uma vaga de frio a Portugal. Caso não se verifique, será o terceiro inverno consecutivo sem um período de frio persistente, dado que os dois últimos invernos foram classificados pelo IPMA como quentes ou muito quentes em relação à temperatura do ar.

Apesar destas incertezas, as tendências atuais são mais otimistas do que as do inverno passado. Adicionalmente, os primeiros dias de dezembro poderão trazer neve a algumas serras do extremo Norte e à Serra da Estrela, contrariando a tendência dos últimos anos.

Fonte: www.tempo.pt

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