A Orbital Assembly Corporation planeia inaugurar o primeiro hotel espacial, a Voyager Station, com previsão de abertura em 2027. Este projeto ambicioso visa transformar o turismo espacial, oferecendo uma experiência mais acessível e confortável.
A Voyager Station, um complexo orbital com gravidade artificial, terá capacidade para acomodar 280 hóspedes e 112 membros da tripulação. A ideia é que as viagens espaciais se assemelhem mais às viagens internacionais convencionais, com estadias programadas e serviços especializados.
A empresa pretende democratizar gradualmente o acesso ao espaço. O hotel espacial será projetado para proporcionar conforto e familiaridade, minimizando o impacto da microgravidade nos visitantes que viajam para o espaço pela primeira vez.
A estação espacial utilizará o conceito do anel rotativo, desenvolvido por Wernher von Braun, para gerar gravidade artificial. A Voyager Station girará a cerca de 1,5 rotações por minuto, simulando inicialmente a gravidade lunar e, posteriormente, adaptando-se para níveis semelhantes aos de Marte ou da Terra.
O lançamento está previsto para ocorrer a partir do Centro Espacial Kennedy. Após a chegada ao núcleo central, onde a gravidade é inexistente, os hóspedes utilizarão elevadores pressurizados para chegar aos módulos externos, onde a rotação produzirá uma sensação de peso mais familiar.
A infraestrutura da estação espacial será composta por um anel com 24 módulos, abrangendo aproximadamente 11 mil metros quadrados de área utilizável. Os planos incluem um restaurante e bar, um ginásio projetado para exercícios em baixa gravidade, um cinema e salas de observação com vistas panorâmicas do planeta.
Adicionalmente, haverá uma sala dedicada a concertos em ausência de gravidade. A circulação entre as diferentes áreas será feita através de eixos pressurizados, garantindo a segurança e a manutenção da pressão e da atmosfera no interior da estação.
Embora as viagens espaciais sejam atualmente acessíveis apenas a um grupo restrito de pessoas, a Orbital Assembly Corporation tem como objetivo reduzir os custos, aproximando-os dos de uma viagem de cruzeiro de luxo. A empresa acredita que a principal despesa reside no transporte para a órbita.
Com a redução dos custos de lançamento, impulsionada por novos veículos e um aumento na frequência de missões, a empresa espera tornar as estadias em órbita mais acessíveis na próxima década. Para financiar o projeto, a Orbital Assembly Corporation está a oferecer propriedades a bordo, incluindo villas, unidades comerciais e espaços industriais, seguindo modelos de desenvolvimento imobiliário terrestre.
A Voyager Station destaca-se no mercado do turismo espacial por priorizar o entretenimento, o lazer e a hospitalidade. Ao contrário de outros projetos, como a Axiom Space e o Orbital Reef, que se concentram mais na investigação e logística, o hotel espacial procura posicionar-se como um destino turístico.
Antes da inauguração, a Orbital Assembly Corporation planeia validar a tecnologia através de estações menores, designadas Gravity Ring e Pioneer. Estes protótipos serão fundamentais para ajustar a rotação, os elevadores pressurizados e a operação diária dos serviços. A avaliação destas plataformas é vista como uma etapa crucial para garantir a segurança e a fiabilidade antes da entrada em operação da Voyager Station com hóspedes.
Fonte: postal.pt