Principal Aeroporto da Venezuela Operacional Após Alerta de Trump

© Juan BARRETO / AFP via Getty Images

O principal aeroporto da Venezuela, que serve a capital Caracas, manteve o seu funcionamento normal durante o dia de hoje, apesar dos recentes avisos do antigo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o encerramento do espaço aéreo venezuelano.

Segundo informações obtidas no local, o Aeroporto Internacional de Maiquetía recebeu dois voos provenientes de Barbados e Bogotá durante a manhã. Estavam igualmente programadas rotas para o Panamá, Curaçao e Havana.

Ao longo da tarde, os painéis do aeroporto exibiam dois voos da Copa Airlines, com destino ao Panamá e a Bogotá, que se encontravam atrasados. No entanto, fontes aeroportuárias asseguraram que estes atrasos não estavam relacionados com as tensões existentes com os Estados Unidos. Adicionalmente, um voo com destino a Curaçao e outro para Havana partiram de Maiquetía durante o dia.

Também o Aeroporto Internacional de La Chinita, localizado em Maracaibo, capital do estado de Zulia, na zona ocidental da Venezuela, fronteiriça com a Colômbia, operou sem interrupções, de acordo com os horários divulgados pelas companhias aéreas. Uma fonte não oficial indicou que sete companhias aéreas operam naquele aeroporto, tendo recebido voos charter e internacionais ao longo da semana.

O aviso de Donald Trump surge num contexto de crescente tensão entre Washington e Caracas, com os Estados Unidos a intensificarem a pressão sobre a Venezuela, incluindo um significativo destacamento militar nas Caraíbas. Trump chegou a afirmar, através das suas redes sociais, que o espaço aéreo da Venezuela deveria ser considerado “totalmente fechado”, alertando companhias aéreas, pilotos e outros operadores.

Em resposta, o governo venezuelano condenou a mensagem de Trump, classificando-a como uma “ameaça colonialista” e uma “agressão extravagante, ilegal e injustificada contra o povo venezuelano”. O Ministério dos Negócios Estrangeiros venezuelano emitiu um comunicado, denunciando a alegada intenção de afetar a soberania do espaço aéreo venezuelano.

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) já havia emitido, em novembro de 2023, uma recomendação de “extrema cautela” ao sobrevoar a Venezuela e o sul das Caraíbas, devido ao que considerava ser “uma situação potencialmente perigosa” na região.

Recorde-se que, anteriormente, várias companhias aéreas, incluindo a TAP, Iberia, Air Europa, Avianca e Turkish Airlines, suspenderam os seus voos para a Venezuela. O governo venezuelano revogou, subsequentemente, as licenças de operação de algumas destas companhias, acusando-as de se “unirem aos atos de terrorismo” promovidos pelos Estados Unidos.

Fonte: www.noticiasaominuto.com

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