PORTUGAL – Face ao severo agravamento das condições meteorológicas que tem assolado o território nacional, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) emitiu um aviso focado no risco iminente de deslizamentos de terras e derrocadas. Com os solos saturados pela precipitação contínua e a passagem de sucessivas depressões, as autoridades reforçam a necessidade de vigilância extrema, especialmente nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e Alentejo.
O Governo português já prolongou a situação de calamidade em 68 concelhos, sublinhando a gravidade do cenário atual. Em Lisboa, incidentes recentes na zona da Graça forçaram a evacuação preventiva de habitações, enquanto na Costa da Caparica a instabilidade das encostas tem condicionado as operações de limpeza e remoção de detritos.
Recomendações de Segurança à População
Para mitigar riscos e garantir a salvaguarda de pessoas e bens, a Proteção Civil recomenda as seguintes medidas preventivas:
Vigilância de Encostas: Manter atenção constante a sinais de instabilidade em taludes ou muros de suporte, como fendas, inclinação de postes ou árvores, e o aparecimento de novas linhas de água.
Drenagem e Escoamento: Garantir a desobstrução de sarjetas, valetas e sistemas de escoamento de águas pluviais nos quintais e imediações das habitações.
Evitar Zonas de Risco: Não circular nem permanecer em áreas identificadas como historicamente instáveis ou em locais sujeitos a cheias rápidas.
Condução Defensiva: Reduzir a velocidade e redobrar o cuidado ao conduzir em zonas arborizadas ou próximas de encostas, devido à possibilidade de queda de pedras ou árvores na via.
Apoio a Grupos Vulneráveis: Prestar atenção a vizinhos ou familiares que residam em zonas isoladas ou de risco elevado, garantindo que estão informados sobre os avisos em vigor.
Resposta das Autoridades
O dispositivo de socorro permanece em alerta máximo, com centenas de operacionais no terreno e planos de emergência municipais e distritais ativos. A ANEPC apela a que os cidadãos sigam rigorosamente as orientações das forças de segurança e das equipas de intervenção local, evitando comportamentos de risco, como a aproximação a zonas interditas para registo fotográfico ou observação.
O acompanhamento da situação meteorológica deve ser feito através dos canais oficiais do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e da Proteção Civil.