O presidente russo declarou, esta terça-feira, que a Rússia não tem intenção de entrar em conflito com países europeus. No entanto, sublinhou que, caso a Europa inicie hostilidades, a Rússia está “pronta neste momento” para responder.
O líder russo atribuiu a responsabilidade por um potencial conflito à Europa, acusando os seus representantes de não demonstrarem uma “agenda pacífica”. Sem especificar a que se referia concretamente, o presidente expressou preocupação face à postura adotada por algumas nações europeias.
As declarações surgem num contexto de tensões geopolíticas crescentes, marcadas pelo conflito na Ucrânia e pelas sanções económicas impostas à Rússia por vários países europeus e pelos Estados Unidos. A Rússia tem reiteradamente criticado o apoio militar e financeiro prestado à Ucrânia, considerando-o uma escalada da tensão e uma ameaça à sua segurança.
Apesar do tom assertivo, o presidente russo procurou transmitir a ideia de que a Rússia não é o agressor, mas sim um potencial alvo. Enfatizou a prontidão do seu país para se defender, caso seja necessário, mas insistiu que a prioridade da Rússia é evitar um confronto militar com a Europa.
O desenvolvimento de uma “agenda pacífica” por parte dos países europeus foi, segundo o presidente, a chave para evitar uma escalada da tensão e garantir a estabilidade na região. Não foram, contudo, apresentados detalhes sobre como essa agenda poderia ser implementada ou quais os passos concretos que a Europa deveria tomar para a alcançar.
As declarações do presidente russo surgem num momento delicado, com a Europa a enfrentar desafios económicos e de segurança significativos. A ameaça de um conflito militar com a Rússia representa um risco considerável para a estabilidade e a prosperidade do continente. A resposta dos líderes europeus a estas declarações será crucial para determinar o futuro das relações entre a Rússia e a Europa.
Fonte: www.euronews.com