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Rússia lança ataque maciço de drones em Zaporíjia: edifícios atingidos, sem vítimas

Por Portugal 24 Horas

Na noite de sexta-feira, a cidade de Zaporíjia foi alvo de um ataque massivo de drones, uma investida aérea que voltou a sublinhar a escalada da violência e o impacto do conflito na Ucrânia. Dezenas de edifícios foram atingidos em diversas áreas residenciais, provocando danos materiais consideráveis e um clima de apreensão entre a população. No entanto, e apesar da dimensão da ofensiva, as autoridades ucranianas confirmaram que, felizmente, não houve registo de vítimas mortais ou feridos, um testemunho da eficácia dos sistemas de defesa antiaérea e da rápida resposta dos serviços de emergência locais. A maioria dos drones foi intercetada com sucesso, mitigando um cenário que poderia ter sido significativamente mais devastador para a cidade e os seus habitantes, que continuam a viver sob a constante ameaça da agressão.

Uma investida aérea de grande escala

A recente ofensiva contra Zaporíjia insere-se num padrão de ataques aéreos que têm assolado a Ucrânia desde o início do conflito. A cidade, um importante centro industrial e administrativo no sudeste do país, tem sido repetidamente visada devido à sua localização estratégica e à sua proximidade com a linha da frente. Este último ataque de drones, em particular, destacou-se pela sua escala e intensidade, mobilizando um elevado número de aeronaves não tripuladas numa tentativa de sobrecarregar as defesas ucranianas e infligir o máximo de destruição possível.

A noite do ataque e os alvos visados

Durante as horas de escuridão da noite de sexta-feira, as sirenes de ataque aéreo ressoaram por toda a Zaporíjia, alertando os residentes para a iminente ameaça. Os céus foram iluminados pelas explosões das interceções e pelos clarões dos drones que conseguiram penetrar as defesas. Segundo os relatórios iniciais, os drones visaram predominantemente áreas residenciais e infraestruturas civis, o que corrobora a tática de semear o terror e danificar a vida quotidiana das comunidades ucranianas. As forças russas têm usado consistentemente drones “Shahed-136”, de fabrico iraniano e conhecidos como “drones kamikaze”, que, apesar de lentos, são capazes de transportar ogivas consideráveis e são difíceis de detetar por sistemas de radar menos avançados. A escolha de múltiplos alvos em simultâneo visa dispersar e exaurir as capacidades de defesa antiaérea, aumentando a probabilidade de alguns atingirem os seus objetivos.

A resposta eficaz da defesa antiaérea ucraniana

Apesar da dimensão do ataque, a Ucrânia demonstrou mais uma vez a notável resiliência e a crescente capacidade da sua defesa antiaérea. Relatos oficiais indicaram que “a maioria” dos drones foi intercetada antes de atingir os seus alvos. Este sucesso é o resultado de uma combinação de fatores: a perícia e a vigilância dos operadores de defesa aérea ucranianos, o investimento em sistemas de defesa modernos e a utilização de táticas eficazes para detetar e abater as ameaças aéreas. A capacidade de intercetar um número tão elevado de drones, evitando um número maior de baixas e danos, é crucial para a moral da população e para a manutenção da capacidade de resistência do país. Demonstra a contínua adaptação das forças armadas ucranianas às táticas de ataque do adversário e a eficácia do apoio internacional em termos de equipamento militar.

As consequências no terreno e o impacto civil

Embora a ausência de vítimas seja um alívio significativo, o impacto material do ataque em Zaporíjia foi substancial. Dezenas de edifícios, muitos deles habitações civis, sofreram danos que variam de menores a estruturais, exigindo reparações extensas e, nalguns casos, a reconstrução completa.

Danos materiais e esforços de recuperação

As equipas de emergência e os serviços municipais foram imediatamente mobilizados para avaliar os estragos, limpar os escombros e iniciar os trabalhos de reparação. Telhados foram destruídos, janelas estilhaçadas e paredes danificadas, deixando muitas famílias sem abrigo ou em condições precárias. A resposta comunitária foi rápida, com vizinhos a ajudar vizinhos e voluntários a oferecer apoio. A recuperação de infraestruturas danificadas e a reconstrução de habitações representam um desafio financeiro e logístico enorme para a cidade, já sobrecarregada pelos custos da guerra. A resiliência da população, contudo, tem sido uma constante, com um forte empenho na restauração da normalidade, apesar das adversidades persistentes.

O contexto mais amplo da guerra na Ucrânia

O ataque a Zaporíjia não pode ser visto isoladamente. É mais um episódio num conflito prolongado e devastador, onde as cidades ucranianas são frequentemente alvo de ataques com mísseis e drones. Zaporíjia, em particular, assume uma importância estratégica devido à sua proximidade com a linha da frente sul e à presença da maior central nuclear da Europa, a Central Nuclear de Zaporíjia, que se encontra sob controlo russo. A constante ameaça a esta região serve para manter a pressão sobre a Ucrânia e, ao mesmo tempo, visa destruir a sua infraestrutura civil e a sua capacidade de subsistência. A comunidade internacional tem condenado repetidamente tais ataques contra civis e infraestruturas não-militares, que constituem violações do direito internacional humanitário. A continuidade destes ataques sublinha a urgência de uma resolução duradoura para o conflito e a necessidade de apoio contínuo à Ucrânia.

Conclusão

O ataque massivo de drones em Zaporíjia na noite de sexta-feira, embora não tenha resultado em vítimas, é um lembrete sombrio da realidade diária que a Ucrânia enfrenta. A destruição de dezenas de edifícios sublinha a natureza indiscriminada da agressão, mas a capacidade da defesa antiaérea ucraniana em intercetar a maioria das ameaças preveniu uma tragédia de maiores proporções. Este episódio demonstra a resiliência do povo ucraniano e a sua determinação em proteger as suas cidades e cidadãos, mesmo perante desafios imensos. A solidariedade internacional e o apoio contínuo são cruciais para que a Ucrânia possa continuar a defender a sua soberania e a reconstruir as suas comunidades.

Perguntas frequentes (FAQ)

Que tipo de drones foram utilizados neste ataque a Zaporíjia?
Os ataques aéreos russos contra a Ucrânia têm frequentemente empregado drones “Shahed-136”, de fabrico iraniano. Estes são conhecidos como “drones kamikaze” devido à sua natureza de serem usados para colidir diretamente com o alvo, explodindo no impacto.

Porque é que Zaporíjia é frequentemente um alvo de ataques?
Zaporíjia é uma cidade com importância estratégica significativa. A sua localização no sudeste da Ucrânia, próxima à linha da frente do conflito e à maior central nuclear da Europa (Central Nuclear de Zaporíjia), torna-a um alvo frequente para as forças russas, que procuram exercer pressão militar e psicológica sobre a região e a população ucraniana.

Quão eficaz é a defesa antiaérea da Ucrânia contra estes ataques de drones?
A defesa antiaérea ucraniana tem demonstrado uma eficácia notável, conseguindo intercetar uma percentagem muito elevada dos drones e mísseis lançados pelas forças russas. Este sucesso deve-se à combinação de sistemas de defesa modernos fornecidos por parceiros internacionais, à perícia dos seus operadores e à constante adaptação às táticas de ataque do adversário. Contudo, desafios persistentes, como a grande quantidade de ataques e a dispersão dos alvos, significam que nem todas as ameaças podem ser neutralizadas.

Mantenha-se informado sobre os desenvolvimentos na Ucrânia e considere apoiar organizações humanitárias que prestam assistência às populações afetadas.

Fonte: https://www.euronews.com

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