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Sandra Silva revela a jornada desafiante da mãe com Alzheimer

Por Portugal 24 Horas

A atriz e criadora de conteúdo digital Sandra Silva abriu recentemente o coração para partilhar publicamente a difícil realidade que vive com a sua mãe, Maria Aurora, de 71 anos, diagnosticada com a doença de Alzheimer. Numa revelação emotiva, Sandra descreveu a experiência como um “luto em vida”, destacando os anos de acompanhamento e o recente agravamento da condição da mãe. A sua partilha, feita com o intuito de oferecer apoio e criar uma rede de compreensão, sublinha a invisibilidade e o isolamento que muitas famílias enfrentam ao lidar com esta complexa doença neurodegenerativa, que impacta profundamente tanto o paciente como os seus cuidadores.

A dolorosa revelação: um luto em vida

O peso da verdade: uma doença sem nome por anos

Sandra Silva, figura conhecida do público português, decidiu partilhar a sua história, revelando que a sua mãe, Maria Aurora, de 71 anos, sofre da doença de Alzheimer. Esta condição tem sido uma presença constante na vida da família desde 2018, altura em que os primeiros sinais de demência começaram a manifestar-se. A atriz descreveu a situação como algo que “já vivo há anos”, explicando que o diagnóstico inicial foi de demência, mas que, no último ano, a condição se agravou significativamente, culminando no diagnóstico formal de Alzheimer. Esta transição de um quadro de demência geral para uma doença específica trouxe consigo um peso adicional de realidade e a necessidade de ajustar as expetativas e o acompanhamento.

A decisão de tornar pública esta batalha não foi tomada de ânimo leve. Sandra Silva, conhecida por partilhar abertamente as suas experiências de vida, sentiu a urgência de abordar este tema, especialmente agora que o seu envolvimento como cuidadora é contínuo e diário. Desde o início, Sandra esteve presente, acompanhando a mãe a consultas e prestando o apoio necessário, mesmo durante a sua gravidez e nos primeiros dias de vida do seu filho, Vasco, nascido em fevereiro de 2022. A atriz salientou a dificuldade de encontrar pessoas que compreendam a profundidade desta experiência, motivando-a a usar a sua plataforma para criar uma rede de solidariedade e partilha, esperando poder ajudar, nem que seja apenas uma pessoa, a sentir-se menos só nesta jornada.

O agravamento da doença e o novo papel de cuidadora

Crises e a rotina diária: um desafio contínuo

O último ano foi particularmente desafiante para a família Silva. A doença da mãe de Sandra sofreu um agravamento considerável, manifestando-se através de episódios de convulsões, que a atriz descreve como “derivadas da doença”. Este recrudescimento da condição de Maria Aurora impôs uma reestruturação profunda na rotina familiar e, em particular, na vida de Sandra. Recentemente, o pai de Sandra, após anos sem trabalhar, regressou à sua atividade profissional. Esta mudança implicou que Sandra assumisse um papel ainda mais central e contínuo no cuidado da mãe, que agora requer assistência 24 horas por dia, sete dias por semana, especialmente nas manhãs e noites, quando o pai está ausente.

A atriz, que se mudou para a casa dos pais, descreve a intensidade deste novo papel de cuidadora a tempo inteiro. Viver esta realidade de forma constante, ao invés de apenas em momentos específicos, intensificou a sua perceção do impacto da doença. Sandra Silva fez questão de partilhar o quão desafiador é conciliar as suas responsabilidades pessoais e profissionais com as exigências da condição da mãe, que se tornaram mais prementes. Esta transição para uma rotina de cuidados integrais é uma prova do amor e da dedicação familiar, mas também expõe a imensa pressão física e emocional que recai sobre os cuidadores.

O impacto emocional e a procura por conexão

Um luto em vida: a dor de ver a mãe “ausente”

O testemunho de Sandra Silva é marcado por uma profunda dor emocional, que a atriz descreve como um “luto em vida”. A expressão capta a essência da experiência de ter um ente querido fisicamente presente, mas gradualmente “perdido” para a doença. “Sinto que perdi a minha mãe há muitos anos”, confidenciou Sandra, realçando a complexidade de ver a pessoa que se ama a desvanecer-se, a perder as suas memórias, a sua autonomia e, em grande parte, a sua essência. Esta forma de luto é particularmente cruel, pois não permite um encerramento definitivo e prolonga o sofrimento dos que acompanham a doença.

A atriz sublinhou a dificuldade de encontrar compreensão para esta situação. Numa doença em que a pessoa afetada nem sempre tem consciência plena da sua condição, o peso emocional recai esmagadoramente sobre os familiares e cuidadores. Sandra Silva manifestou a esperança de que a sua partilha possa servir de catalisador para que outras pessoas que vivem situações semelhantes se sintam menos isoladas. A mensagem que Sandra deseja transmitir é fundamental: “Nunca se sabe o que as pessoas estão a passar”. Ela própria vive esta realidade há anos, mesmo antes de conhecer o seu marido, João Borges, que aceitou a “pesada bagagem” que ela trazia, demonstrando um profundo companheirismo e apoio incondicional.

Alzheimer: compreender a doença e o papel do cuidador

Os desafios invisíveis de quem cuida

A doença de Alzheimer é uma patologia neurodegenerativa progressiva e irreversível, caracterizada pela perda de funções cognitivas como a memória, a linguagem, o raciocínio e a orientação, que afeta significativamente a vida diária do indivíduo. A sua evolução é gradual, iniciando-se muitas vezes com pequenos esquecimentos e progredindo para uma dependência total do paciente. Não existe cura para o Alzheimer, e os tratamentos existentes visam apenas retardar a progressão dos sintomas e melhorar a qualidade de vida.

O papel do cuidador, como Sandra Silva demonstra, é central e, muitas vezes, exaustivo. Cuidar de alguém com Alzheimer implica não só a gestão das necessidades básicas e médicas, mas também o acompanhamento constante das alterações comportamentais, emocionais e cognitivas do doente. Os cuidadores enfrentam desafios físicos, como a privação de sono e o esforço físico, e desafios emocionais, como a tristeza, a frustração, a culpa e o isolamento social. O “luto em vida” sentido por Sandra é uma experiência comum entre os cuidadores, que assistem impotentes à transformação da personalidade do seu ente querido. A falta de redes de apoio e a incompreensão por parte da sociedade agravam ainda mais esta situação, tornando essencial a sensibilização e a criação de recursos para estas famílias.

Uma jornada de amor e superação

A história de Sandra Silva e da sua mãe, Maria Aurora, é um poderoso testemunho da resiliência humana face a uma das doenças mais devastadoras do nosso tempo. Ao partilhar a sua vulnerabilidade e a dura realidade do Alzheimer, Sandra não só homenageia a sua mãe, mas também lança uma luz sobre os desafios invisíveis enfrentados por milhares de cuidadores em Portugal e no mundo. A sua coragem em abordar um tema tão íntimo e doloroso serve como um lembrete da importância da empatia, da compreensão e do apoio mútuo. Que a sua voz possa ecoar e inspirar outros a partilhar as suas histórias, a procurar ajuda e a encontrar conforto na certeza de que não estão sozinhos nesta jornada.

FAQ

Quando é que a doença da mãe de Sandra Silva começou a manifestar-se?
A mãe de Sandra Silva começou a apresentar sinais de demência por volta de 2018.

Qual o diagnóstico oficial da mãe de Sandra Silva?
Após um agravamento no último ano, a mãe de Sandra Silva foi oficialmente diagnosticada com doença de Alzheimer.

Porque decidiu Sandra Silva partilhar publicamente a situação da mãe?
Sandra Silva decidiu partilhar a sua experiência para ajudar outras pessoas que se encontram em situações semelhantes, oferecendo um espaço de identificação e apoio, e porque sente que, como figura pública, deve partilhar a sua realidade.

Qual o impacto da doença na vida pessoal de Sandra Silva?
A doença da mãe transformou Sandra Silva numa cuidadora a tempo inteiro, vivendo com os pais para prestar assistência 24/7. Esta situação impactou profundamente a sua vida pessoal, profissional e a sua relação, embora o seu marido, João Borges, tenha aceitado e apoiado a atriz.

Se você ou alguém que conhece está a enfrentar desafios semelhantes, saiba que não está sozinho/a. Partilhe a sua história ou procure apoio em grupos especializados. A partilha é o primeiro passo para a compreensão e o alívio.

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com

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