Um grupo de cientistas europeus apelou à proibição imediata do bacon com nitritos, após novos estudos confirmarem a ligação direta entre este aditivo e o aumento de casos de cancro do cólon.
De acordo com as investigações, o bacon processado com nitritos está associado a mais de 54 mil casos anuais de cancro. Estes compostos químicos são frequentemente adicionados ao bacon, à linguiça e ao presunto para prolongar o prazo de validade e preservar a cor rosada da carne. No entanto, dentro do organismo, os nitritos transformam-se em agentes cancerígenos conhecidos como nitrosaminas.
Há uma década, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou as carnes processadas — incluindo o bacon — no mesmo nível de perigo que o tabaco e o amianto, devido ao seu potencial cancerígeno. Apesar disso, os produtos continuam à venda sem restrições significativas em grande parte da Europa.
Os investigadores alertam que, embora alternativas seguras já existam, a pressão da indústria alimentar tem atrasado medidas mais restritivas. O debate deverá intensificar-se nos próximos meses, com especialistas a defenderem uma rotulagem mais clara e campanhas de sensibilização para reduzir o consumo de carne processada.
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