Trabalhadores exortam a um aumento salarial imediato em Portugal

Os trabalhadores portugueses intensificaram esta semana os apelos por um aumento salarial global e imediato, numa altura em que os sindicatos alertam para a perda gradual de poder de compra e para as dificuldades na reconciliação entre rendimentos e encargos familiares.

Em vários protestos organizados pelas confederações sindicais, reivindica-se uma subida de pelo menos 15 % nos salários, ou um acréscimo mínimo de 150 euros mensais, acima das revisões contratuais habituais que rondam os 2 % a 3 % anuais. Segundo os trabalhadores, o impacto da inflação e o custo elevado de habitação, transporte e serviços essenciais tornam necessário um “salto qualitativo” nos rendimentos para restaurar condições dignas de trabalho.

O governo, por seu lado, destaca que as medidas de incremento já acordadas no âmbito da administração pública — como o aumento do salário mínimo para 870 euros a partir de janeiro de 2025 — refletem um compromisso de valorização salarial. Contudo, as negociações com o setor privado continuam estagnadas, com diversas categorias profissionais fora de acordos de atualização salarial.

Especialistas económicos consideram que o cenário exige uma “reestruturação salarial” alargada, sobretudo para reforçar a competitividade e evitar perdas adicionais de talento qualificado. A falta de resposta célere pode agravar o desequilíbrio entre rendimentos e custos de vida, com consequências para a produtividade e sustentabilidade dos contratos de trabalho.

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