O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou o seu apoio a Richard Witkoff, um empresário imobiliário, na sequência da divulgação de uma transcrição de uma alegada conversa telefónica. A transcrição sugere que Witkoff poderá ter aconselhado um assessor de Vladimir Putin sobre um plano de paz para a Ucrânia.
A reação do Presidente Trump surgiu a bordo do Air Force One, na terça-feira. Trump defendeu Witkoff, argumentando que este “teve de vender” o acordo tanto à Rússia como à Ucrânia. O Presidente americano justificou o envolvimento de Witkoff, afirmando que “é isso que um negociador faz”.
A polémica em torno da alegada conversa telefónica surge num momento de particular tensão geopolítica, com o conflito na Ucrânia a continuar a ser uma fonte de instabilidade na região. A possível ligação de um empresário americano a um plano de paz, e a sua aparente discussão com um assessor do presidente russo, levanta questões sobre a natureza das negociações e as figuras envolvidas na procura de uma solução para o conflito.
A transcrição divulgada, cuja autenticidade não foi confirmada, detalha alegadamente uma troca de ideias sobre os termos de um possível acordo de paz. Não é claro qual o papel exato de Witkoff nas discussões, nem se as suas ações foram sancionadas ou coordenadas com o governo dos Estados Unidos.
A defesa de Witkoff por parte de Trump sugere que a Casa Branca está, pelo menos, ciente do envolvimento do empresário nas negociações extraoficiais. Contudo, a falta de informações detalhadas sobre a natureza e o âmbito dessas negociações alimenta a especulação e levanta questões sobre a transparência do processo. O caso sublinha a complexidade das relações internacionais e a delicada balança diplomática envolvida na resolução de conflitos. A reação do governo ucraniano à alegada conversa e ao envolvimento de Witkoff ainda não é conhecida.
Fonte: www.euronews.com